domingo, 20 de dezembro de 2009

Missas de Formatura

Hoje participei de duas Celebrações, uma após a outra, a primeira da 8ª série e a segunda do 3º ano, na Capela do IMD.
Na primeira, eu era a Mãe, emocionada com o término do Ensino Fundamental da minha filha caçula. O sermão proferido pelo Padre Ênio foi assertivo quando afirmou que alunos do IMD levam como identidade o carisma Redentorista, isto é, são sal da terra e luz do mundo, como recomendava o Evangelho. Este ano mesmo, tive a oportunidade de trabalhar com uma estagiária de Psicologia no AXO, que foi minha aluna no IMD, assim como o novo Vice-Diretor da Escola também foi meu aluno a mais ou menos oito anos atrás e ambos através de suas escolhas e trajetórias de vida reforçam o Evangelho.
Na segunda Missa eu era a Professora que se despede de mais uma turma, cujo convívio remonta de três anos. As homenagens foram emocionantes, os cantos bem escolhidos e eles de uniforme reforçaram a identidade Redentorista.
Veio então a lembrança dessa mensagem recebida no Dia do Professor:
“Ser professor é ser doutor da ciência e da paciência..., os alunos crescidos se vão a nadar e ele, mestre, com o coração partido, com consciência tranqüila, deseja luz para seus filhos...”
Dia 22/12 tem a Formatura e eu novamente dividida entre a Mãe e a Professora confirmando a continuação do poema acima “... E assim vai a vida de professor... Reinventada, reconstruída, em cada instante de nossas vidas.”
Obrigada a TODOS pelas experiências partilhadas e a Direção, Professores e Funcionários pelo carinho dispensado a minha filha, educação de qualidade e formação humanística nos últimos cinco anos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Festa de Final de Ano no AXO

Sexta-Feira, às 20h, nas dependências da Escola, aconteceu a Festa de Final de Ano do AXO. A comida foi terceirizada e estava deliciosa. A decoração linda. O clima agradável e descontraído. O Diretor era só sorriso, pois adora ver o grupo reunido. Como ouvi, um excelente anfitrião.
A revelação do amigo secreto uma alegria só, e Eu até consegui cometer a gafe de errar a amiga secreta que me foi incumbida revelar... virou uma farra.
Fui surpreendida com um carinho inesquecível, ganhei uma placa pelos seis anos a frente da Vice-Direção do Turno da Tarde e palavras muito carinhosas.
Obrigada a Todos (as) pela oportunidade de crescer e me construir enquanto ser humano na liderança de um grupo tão especial.
Fecho com chave de ouro esta fase da minha vida!

Professora Sumaia
“As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas. Mas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos”.
Nossos agradecimentos pelo período que fostes nossa Vice-Diretora (2003-2009).
Alunos, professores, funcionários e direção.
E.E. de Ensino Médio Antonino Xavier e Oliveira.
Dez/2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Já fazem dois anos

Parece que foi ontem, que recebia a notícia que a Vó Cacilda estava no hospital e que era grave. No dia seguinte estávamos recebendo o diagnóstico de que em poucas horas não teríamos mais a Vó entre nós. Até hoje sinto aquele aperto no peito, aquele nó no estômago e a vontade que fosse tudo um pesadelo. Em menos de quarenta e oito horas estávamos enterrando a Vó a duas semanas do Natal de 2007.
Consegui me despedir dela na CTI e agradecer por todos os legados da sua exemplar existência, mas nunca mais consegui entrar na sua casa e muito menos partilhar seus pertences.
Ela era positiva, batalhadora, religiosa e como uma fênix, renasceu das cinzas muitas vezes no decorrer da vida. Entusiasmada (me identificava com seu gosto por moda e acessórios), gostava de tudo o que era bonito, conversava sobre todos os assuntos, era cheirosa e cozinhava muito bem. Possuía uma imensa preocupação com as datas comemorativas, comprava os presentes com antecedência e os primeiros aniversários após sua partida foram muito tristes, pois era a primeira a telefonar. Justa, correta nos negócios, uma empreendedora. Quando lojista, conhecia o gosto de cada cliente e era venda na certa.
Residiu em muitos lugares, estes que fazem parte da minha memória emocional: da praia a minha fase das paqueras, em Douradina conheci metade do Paraná e em Esmeralda na minha idade quase adulta o convívio fortaleceu os laços afetivos.
Ela era “por conta”, e assim foi embora com a mesma autonomia que norteou sua vida.
Hoje na Missa fizemos a Liturgia (Eu e as Meninas) e tenho certeza que Ela estava feliz com a homenagem, até o Coral estava na Celebração, foi muito bonito.
Sou muito grata a Vó Cacilda que continua presente entre nós e através da minha Mãe realizando sonhos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Gestão do imprevisível"

No dia 12/11, aproximadamente às 22h e 45minutos, no cruzamento das ruas Marcelino Ramos e Morom, fui “abatida” por uma imensa e linda camionete preta, que não parou, onde a preferencial era minha. Nessa noite, por incrível que pareça, não estava no “piloto automático” (às vezes estou tão cansada que quando vejo, cheguei em casa) inclusive parei, observei, vi a camionete vindo e pensei que ela iria parar, pois estava na preferencial. No momento da colisão, além do susto, veio o pensamento que teria sido de propósito... desci do carro, conversei com o outro condutor que se mostrou muito chateado pela situação que provocou, em mais ou menos 40 minutos resolvemos a situação, diga-se de passagem, com uma civilidade e controle emocional de ambas as partes que até hoje agradeço a Deus.
Episódio, esse, comum na vida das pessoas de uma cidade do porte de Passo Fundo. Mas na minha vida teve um impacto relevante, explico: possuímos somente um carro (comprado zero quilômetro em janeiro desse ano) este utilizado por mim, nos quarenta quilômetros diários e nos aproximadamente mil quilômetros mensais num cotidiano de sessenta horas semanais de trabalho em três escolas diferentes. Sei, e trabalho com pessoas que não possuem transporte próprio e possuem a mesma jornada que a minha, mas dirijo desde os 18 anos e nunca precisei me deslocar por médio ou longo tempo de transporte coletivo e ou a pé, então para mim essa situação é no mínimo perturbadora.
Já faz quatro semanas, do acontecido, onde andei com o carro batido uma semana e meia, com o carro do seguro outra semana e agora de coletivo até o meu carro ficar pronto. Senti na pele a globalização da economia, pois uma parte demorou uma semana para vir de São Paulo, outra parte, mais uma semana para vir da Bahia, e a pintura depende das condições climáticas, por incrível que pareça.
Paciência... Mas afinal o que estou aprendendo com tudo isto? Primeiro como é confortável se deslocar a hora que quiser; segundo como devemos ser gestores do imprevisível e nos adaptarmos as demandas da vida e terceiro como é interessante sairmos de uma posição confortável e nos colocarmos na situação da maioria esmagadora das pessoas que precisam utilizar transporte público.
Estou feliz comigo, no começo achei tudo muito difícil (é normal diante do novo), agora estou achando divertido e interessante descobrir que me adapto a tudo.
Acredito que precisarei refletir mais sobre o impacto desse acontecimento, mas estou desenvolvendo um olhar mais político para o cotidiano e crítico para os meus conceitos e necessidades.
O francês François de La Rochefoucauld(1613-1680)tem uma máxima bastante ácida a respeito da nossa capacidade de empatia com o sofrimento alheio:
“Todos temos a força suficiente para suportar a dor dos outros.” (não que eu esteja sofrendo, ahahaha).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vestibular

Mais um ano letivo expira e o fruto de um árduo trabalho aparece com o resultado do vestibular. Cada um colhe o que plantou, dito popular. Alguns precisarão plantar muito, visto o alto objetivo que possuem. É assim a vida, quanto maior o investimento maior o retorno.
Faço uma analogia simples, quando comparo a jornada escolar a uma viagem: se esta for para a Sibéria será bem pesada visto às roupas serem quentes e volumosas; se o destino for um país da zona temperada à mala é mista, pois se precisa roupas para as quatro estações, mas se o destino for qualquer país na linha do equador, até uma mochila serve. Esta comparação é usada de motivação para se estudar com objetivo de aprender.
Estou muito feliz com os resultados, índices e colocações de destaque nos cursos de todas as Escolas que trabalho.
Agora é só desejar um futuro bom a todos os alunos que ingressarão na vida acadêmica.
Fica a saudade... ano que vem tem mais.

sábado, 21 de novembro de 2009

Aprendendo a "ganhar-ganhar"

O sábado foi movimentado, aula no AXO de manhã e reunião almoço no IMD.
Discutimos um texto de um educador colombiano, Bernardo Toro, divulgado na revista Carta na Escola. Toro posiciona-se a favor de uma escola que precisa aprender a construir coletivos com base em outra lógica que a “ganhar-perder”.
O corpo docente tem de tornar o ambiente de aprendizagem um lugar livre de humilhações e preconceitos, combatendo a todo custo o bullying. Para isso, Toro dá muita importância à capacidade de se articular, de criar “contratos sociais” que tanto protegem quanto controlam seus envolvidos.
O mais difícil neste caminho rumo a uma escola mais associativa e democrática é mudar nossa forma de pensar, por demais impregnada em uma corrida na qual sempre existem vencidos e vencedores, ainda somos prisioneiros da lógica “ganhar-perder”.
Um dos indicadores mais graves de pobreza em uma sociedade é a falta de organização, esta só se consegue com proteção de direitos e autoregulação. Estar organizado significa pertencer ao grupo. A possibilidade de uma pessoa atuar e ser respeitada em uma sociedade depende, fundamentalmente, dos contratos sociais que ela possui. É muito difícil que se violem os direitos de alguém que tenha uma boa rede de contratos porque o sistema o protege. Na escola esse tipo de rede de proteção social se dá quando a criança se sente segura e respeitada refletindo no seu rendimento escolar.
Uma escola democrática deve construir regras coletivamente, deixar que as próprias crianças escolham seus líderes nas diversas demandas cotidianas. Mas isso só funciona se não há bullying na escola, porque, se isso acontece, todos terão medo de contrariar aquele que aterroriza seus colegas e é o mandão da classe.
A “profecia autocumprida” quando o professor condena, antecipadamente, um aluno a partir de suas impressões ou de seus preconceitos precisa ser combatido, pois a condição de pertencimento a um grupo está relacionada à capacidade daquela pessoa de oferecer soluções ao coletivo. Os grupos humanos rapidamente percebem quem tem essas soluções. Uma equipe é mais madura quando reconhece essas capacidades.
Toro defende o modelo “ganhar-ganhar”. Mas a escola tem uma grande tendência a adotar o modelo “ganhar-perder”: quem é o mais inteligente? O mais forte? O mais bonito? O mais bem vestido? O mais educado? Este, no caso, acaba sempre sendo aquele mais submisso. Todos nós estamos imersos em modelos “ganhar-perder”.

Para onde caminha a humanidade

O século XXI, marcado por rápidas transformações tecnológicas, está impregnado por uma falta de limites sem precedentes nas relações humanas. Adolescentes acham-se no direito de agredir verbal, quando não, fisicamente, seus professores, com arrogância e desrespeito jamais imaginados.
Passamos muito rápido do “tempo” em que nossos pais só nos olhavam e já sabíamos o que era para fazermos ou não, professor era respeitado como alguém que nos tornava mais humano e intelectualmente desenvolvido. Para um “tempo” onde se grita e se xinga pais e professores de igual para igual. Uma geração de jovens prepotentes e resistentes a frustrações, querendo satisfação imediata a seus desmandos ( a droga e a polícia que o diga).
Fico preocupada com o futuro. O Planeta já dá mostras dos nossos hábitos de consumo, através do aquecimento global, mas são as relações que estão agonizando.
Ou retomamos valores esquecidos e substituídos por pedagogias de modismos, ou não haverá educadores para as próximas gerações, isto é, as licenciaturas estão carentes de candidatos, pois as más condições de trabalho e salariais possuem maior visibilidade do que a força do sonho de contribuir com a formação de um ser humano.
Trabalho com todas as classes sociais, graças a Deus, e a maior diferença entre os meus alunos é a educação que possuem, buscam e colocam em prática.
A passividade é uma doença e a intolerância um câncer. Quem educará as próximas gerações? Computadores e outras mídias? A informação está ao alcance de todos, mas e a significação de conteúdos e a mediação nas relações prescindem da bagagem cultural e maturidade de um adulto, seria este o papel do educador.

sábado, 14 de novembro de 2009

Jantar Baile dos 20 anos do Integrado UPF

Ontem, no salão principal do Clube Caixeiral, aconteceu à última das muitas atividades em comemoração aos 20 anos do Integrado UPF. Foi uma noite agradável, bonita e alegre.
Faço parte dessa história nos últimos 10 anos, participei de construção da Proposta Político Pedagógica, bem como da mudança da avaliação para conceito.
É uma escola ímpar, em Passo Fundo e região, pois conta com toda a infra-estrutura de uma Universidade e de uma proposta educacional sempre inovadora.
Todos os anos quando recebo os alunos no segundo ano, verbalizo um sentimento de profunda admiração da opção pela escola, numa etapa conturbada que é a adolescência, pois abandonam o conhecido pelo desafio da proporção do Integrado.
Temos ex- alunos profissionais atuando em todas as áreas do conhecimento, destaques de competência na Comunidade bem como em outros estados e países.
Estar e fazer parte dessa Escola são motivos de muita satisfação e fonte de aprendizagem constante.
Vida longa ao CEMI, aos seus competentes gestores, funcionários e professores!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bossa Nova/MPB

Hoje no teatro do SESC ocorreu a apresentação do Grupo Lira Timbres & Cordas apresentando Bossa Nova/MPB. Esse grupo nasceu em maio desse ano e conta com a participação da minha colega Mari Gláucia Becker como vocal. Fui convidada há alguns meses e sempre disse que prestigiaria o evento por dois importantes motivos: a admiração pela colega como uma profissional que sempre está se atualizando e aprendendo, características indispensáveis num docente e pelo gosto do gênero musical que me acompanha desde a infância. Sabia cantarolar a maioria das músicas, o pé não parava, e a vontade era de também de estar lá no palco.
A MPB é a música mais rica do mundo. São dezesseis gêneros musicais, dentre eles a Bossa Nova que, com arranjos, letras e melodias elaboradas, rompeu barreiras, atravessou fronteiras e ganhou o mundo, deslumbrando os músicos de jazz.
Foi uma noite de sons, dons e cultura e nasceu um sonho antigo, o de cantar, quem sabe, vendo a minha colega percebi que tenho muito tempo ainda.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Interação & ENEM

Os professores que acompanharam seus alunos no Interação UPF foram contemplados com uma palestra sobre o ENEM (Exame nacional do Ensino Médio) proferida pela Professora Doutora Cláudia Toldo.
A Professora Cláudia estudou os documentos do Ministério da Educação e do INEP e trouxe esclarecedoras informações que irei repassar pela importância:
- Características do ENEM: Exame individual, de caráter voluntário, oferecido anualmente aos estudantes que estão concluindo ou já concluíram o Ensino Médio em anos anteriores. Hoje o caráter voluntário é questionável, pois 618 instituições adotaram o ENEM para o ingresso. Cogita-se que para os próximos anos o vestibular será abolido por ser um processo caro para ser elaborado. A partir de 2010 haverá provas em abril e outubro e para 2011 a idéia é que serão três provas durante o ano até chegar ao total de sete edições anuais como é nos EUA.
Todos os alunos com 18 anos que não completaram o Ensino Médio e fizerem o ENEM com nota superior a 50 ganharão conclusão de EM e ingresso no curso superior que sua nota possibilitar. Na edição de 2008, dos 2.976 milhões de estudantes inscritos somente 8 gabaritaram a prova.
- Objetivos: Possibilitar uma referência para auto-avaliação, a partir das competências e habilidades (não apenas memória) que estruturam o ENEM.
- Modelo de avaliação: Competência (conhecimentos construídos pelo sujeito no decorrer da sua vida escolar; estabelecer relações entre os conteúdos); Habilidades ( saber aplicar esses conhecimentos). É responsabilidade da Educação Básica construir competências e habilidades.
- Prova: A prova do ENEM é contextualizada e interdisciplinar; através de situações problemas o aluno é levado a aprender a pensar, a refletir e a saber como fazer; valoriza a autonomia do jovem na hora de fazer escolhas e tomar decisões.
Todos os alunos inscritos podem concorrer ao ProUNI(Universidade para Todos); todos os cursos podem ter bolsa ProUNI a partir de 2009 mediante comprovação de carência e nota do ENEM. Podem-se fazer quantas provas quiser e escolher a melhor nota. A bolsa pode ser integral ou parcial do ProUNI em qualquer lugar do país; pode-se inscrever em até três lugares.
O Ministério da Educação pretende criar um currículo escolar mínimo para todo o país bem como abolir a nota do ENADE para aluno ingressante na universidade e só adotar o ENEM.
Foi uma tarde muito proveitosa. Espero que os alunos tenham gostado de suas atividades tanto quanto gostei da palestra. Quanto ao show do Nenhum de Nós assistirei numa próxima oportunidade.

domingo, 8 de novembro de 2009

No Sábado

Eu não escondo que sou apaixonada pela minha profissão e alunos, esse sentimento que vira ação tem me causado alguns problemas, mas deixa para lá, são ossos do ofício.
Ontem, para compensar o calor da semana caía uma chuva calma, fresquinha e convidativa para um bom filme, livro ou conversa com amiga, mas era o meu sábado de aula no AXO nos turnos manhã e tarde. De manhã faltou professora, poucos alunos vieram, enfim, o cotidiano de uma gestão prestes a expirar.
A tarde fiquei emocionada, com os seis alunos a frente da minha mesa em círculo, interessados, motivados, com sonhos e muitos objetivos para o futuro. Seriam cinco turmas atendidas por mim, mas seis inspiradores alunos compareceram. Isso me levou a refletir o quanto ainda é necessário trabalhar para mostrar aos meus alunos da escola pública a importância de aprender e se comprometer com a construção do seu aprendizado e como consequência a perspectiva de um futuro bom.

Sonhos Pedagógicos da Professora Antônia

Há mais de dez anos, participei de um projeto sobre longevidade humana coordenado pelo Professor Agostinho Both (que nos últimos vinte anos tem se dedicado a estudos sobre envelhecimento humano) na escola AXO. Na época, trabalhava com Ensino Fundamental Séries Finais, e foi um ano de atividades, encontros nos finais de tarde, entre um turno e outro.
Apresentamos o resultado da pesquisa na UPF e numa tarde de sábado, no mês de janeiro de 1999, tocou o meu celular e era a Professora Valéria Ghen da Costa, diretora do Integrado, marcando uma entrevista para segunda-feira. Qual foi minha surpresa quando soube que estava sendo convidada para trabalhar com Geografia no CEMI, Dona Valéria havia assistido a apresentação do projeto na UPF e também o Professor Agostinho foi um dos idealizadores do Ensino Médio da UPF... Nesse ano iniciou uma das experiências pedagógicas mais desafiadoras (até hoje) da minha carreira profissional.
Já na Festa dos 47 anos do AXO, o Professor Agostinho doou para a biblioteca da escola uma coleção de livros escritos por ele, Sonhos e Resistência, e os Sonhos Pedagógicos da Professora Antônia despertaram a minha curiosidade. É um livro que nos convida a viver com “consciência e sensibilidade, sermos amantes da sabedoria, da necessidade da alegria de dizer a vida” (encontra-se no prefácio).
Num determinado momento da leitura, encontrei-me na história de Antônia e essa passagem me marcou “(...) Cada qual parece encerrar dentro de seu casulo o que pretende ser. Mudam-se os tempos e com eles as vontades. Mas, de todos os jeitos que se olhar a educação, a escola terá o prazer de confabular com o tempo e sobre os tamanhos do ser humano, tentando dizer que ele, em solidão, estreita a oportunidade de existir”.
Sou e serei grata para sempre aos Professores Agostinho e Valéria pela oportunidade de me realizar profissionalmente, aprender e crescer sempre que o Integrado me possibilita.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

5ª Jornadinha Nacional de Literatura

Nesta sexta-feira acompanhei meus alunos do Integrado UPF na Jornadinha. Fomos recebidos por uma banda de bonecos, chamada Navegantes, que até tango e bolero dançaram.
Já no Circo da cultura a abertura ficou por conta do grupo Tholl num espetáculo de qualidade que emocionou e prendeu a atenção do público.
O escritor Pedro Bandeira, interagiu com a platéia bem no formato do interesse dos jovens, sendo carismático e dando seu recado através da contação de história.
A apresentação do grupo Poetês agradou ao público “cabeça”. Já no Afro-Reggae a galera levantou...
Almoçar no Centro de Convivência foi um programa agradável e prazeroso, a UPF está de parabéns em proporcionar a comunidade acadêmica um ambiente diferenciado e de muito bom gosto.
A tarde, na lona verde, houve rodízio de escritores falando dos seus livros e respondendo as perguntas dos leitores. Júlio Emílio Bráz foi muito espirituoso em suas colocações, Ricardo Silvestrim declamou poesias, Guilherme Fiuza divulgou títulos que me interessaram e Índigo expressou que irá escrever em seu blog para sempre (me identifiquei com este gosto).
Estar no ambiente da Jornada de Literatura é respirar cultura e sentir-se integrado no processo de construção de gerações de leitores de todas as mídias e realmente confirmar o nosso título de capital Nacional da Literatura.
Para finalizar uma tarde gratificante, participei da gravação de um programa da rádio UPF sobre dicas para o vestibular, com professores e alunos do Integrado que serão veiculadas durante os intervalos da programação.

sábado, 24 de outubro de 2009

Festa dos 47 anos do AXO

Faço parte desta história há 13 anos, mas nos últimos seis anos essa escola passou definitivamente a fazer parte da minha vida e inseriu-se na educação do século XXI, através de uma administração competente e comprometida.
As melhorias físicas são visíveis e importantíssimas para o bem estar da Comunidade Escolar, mas o Projeto Político Pedagógico, em constante adaptação para atender as necessidades educacionais também está em ascensão, temos muito ainda a fazer para viabilizar o sonho visionário do nosso Diretor de tornar a escola modelo e referência na cidade.
A festa contou com a participação de representantes do Governo do Estado, nas áreas de obras e educação, deputados estaduais, vereador ex-aluno, lideranças, convidados e com um público que superou as expectativas. Houve a assinatura de um edital para a construção de uma obra de mais quatro salas de aulas.
O grupo Suzuki da UPF e o Coral Som e Arte abrilhantaram a festa com suas participações especiais. Na oportunidade foi distribuído o jornal Talento & Cultura com escritos alusivos a escola e com fotos de todas as turmas.
Um momento que me emocionou muito foi quando o hino da escola foi cantado por todos os alunos e a autora da letra homenageada (uma ex-professora de 84 anos) verbalizou que se morresse naquele momento partiria feliz porque educação deve construir sentido à vida das pessoas.
Nesse momento aconteceu o Festival de Talentos do Turno da Tarde, na sua sexta edição, justificando os objetivos da escola democrática, expressos na Constituição de 1988 e também presentes na LDB “ ...democracia como processo, fruto do trabalho coletivo que se realiza na escola, por meio de seus múltiplos espaços de participação...” após foi servido um bolo de 47 metros com refrigerante para todos.
Acredito que o público presente saiu satisfeito e as autoridades sensibilizadas com a obra do ginásio de esportes em andamento que precisa de verbas para ser concluída vista a abrangência da população beneficiada e também pela calorosa recepção aos visitantes.
A eleição para diretor é no próximo dia 28, e que mais três anos sejam concedidos ao Professor Ademir e sua equipe para continuarem projetos de sucesso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Acabou um ciclo

Estou vivendo num momento de catarse, isto é, tirando da minha vida o que me faz mal e ou não me acrescenta mais nada, isso serve para pessoas, situações, posições que se ocupa, etc. Esse processo está sendo gradual e contínuo e estou cada vez mais realizada comigo e com meu livre arbítrio.
O livre arbítrio é inerente ao ser humano e nos dá sensação de liberdade. Esta tão importante para se viver com sentido e qualidade. Acredito em relações humanas transparentes e em pessoas com autocrítica... Gerenciar pessoas é um grande desafio. Realizar um trabalho sério e com resultados depende da motivação do outro, e esta foge do alcance do gestor, pois motivação vem de dentro. Gerenciar o público é para pessoas realmente muito especiais, o corporativismo impera. Todos se acham cheios de direitos e com muitas opiniões sobre tudo, mas assumir e realizar precisa de competência.
Estou livre do cárcere que a seis anos assumi. Fiz o meu melhor, agi como se fosse possível mudar. Saio com a consciência tranquila, mas continuo achando que deveriam trabalhar com educação somente pessoas comprometidas em aprender sempre e pessoas éticas nas relações.
Agradeço a todas as colegas que oportunizaram mais essa experiência para a minha vida.
Agradeço principalmente aquelas que mais me desafiaram, pois desenvolvi ou não paciência e tolerância.
Agradeço aos alunos e suas famílias que me ensinaram como é importante o meu trabalho, isto é, o de ser professora.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do Professor

Seriam todos os dias então, para aqueles que escolheram como profissão: despertar, orientar, conduzir e ensinar a olhar o mundo como sugere Rubem Alves. Olhar com olhos de esperança, formular perguntas inteligentes, ter ouvidos atentos, folhear livros com curiosidade, enfim, utilizar de todos os sentidos para decifrar o mundo, vindo ao encontro de uma das muitas correntes educacionais a das múltiplas inteligências.
É encantador, desafiador e assustador trabalhar com a matéria-prima ser humano. Já tive a oportunidade de aprender com todas as faixas etárias e cada uma delas possui o seu mistério e beleza.
Ensinar nos dias de hoje é um grande desafio, pois a informação está ao alcance de todos, mas somente o professsor viabiliza a resignificação e como diz Pierre Lèvy " habilidades coletivas só se desenvolvem em ambientes coletivos".
Parabenizo a todos os colegas que são comprometidos com o ensinar-aprender e que mesmo diante de todas as dificuldades, que são muitas, oportuniza que seres humanos se tornem mais humanos que segundo Kant só a educação possibilita.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Falecimento

Hoje de madrugada a minha Avó Paterna faleceu, aos 88 anos de idade, depois de 18 dias de
hospital e 4 anos e 8 meses de cama. Aos 83 anos se submeteu a uma cirurgia de cinco
pontes de safena pois argumentou com o médico que tinha muito a fazer...Perdeu um filho
de 18 anos, meu pai de 50 anos e o marido depois de 55 anos de casada... foi uma grande
mulher. Será lembrada pela humildade, amor pela família, gosto pelo trabalho, crochê nas
horas vagas, do tradicional café da tarde às 16h, do pão caseiro, da rosca de polvilho,
do pão-de-ló fofinho, do doce da figo descascado por ela em todos os verões, do feijão
plantado na lavoura, da participação nas Missas dominicais, enfim memórias de olfato,
paladar,aconchego e muito amor.
Eu entendo... até aceito... mas já estou com uma saudade imensa. Ir para Esmeralda será
muito triste daqui para frente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pierre Lévy - continuação

A comunidade virtual que vivemos hoje, cria conteúdo cultural, científico, literário e popular democratizado pela rede, mais ainda não de todo processado, num futuro próximo prescindimos de um sistma que processe a língua automaticamente, como se processam as imagens.
O professor precisa animar, incentivar os alunos a participarem ativamente da tecnologia e utilizarem as novas ferramentas de computação, novos ambientes de comunicação digital para aumentar a inteligência coletiva. Precisamos de uma metalinguagem, isto é, uma linguagem com interface entre humanos e computadores para que aumente a mente humana a partir dos computadores, preconiza Lévy.
Quando argumentado sobre o isolamento que o desenvolvimento técnico e científico acarreta, utilizou-se da Oração de São Francisco de Assis( mesmo sendo judeu budista), para semear o otimismo, isto é, o ciberespaço como uma ferramenta muito poderosa para o diálogo e troca de informações úteis.
Finaliza: " Habilidades coletivas só se desenvolvem em ambientes coletivos, e o melhor uso da inteligência coletiva deve ser para se viver bem."
Foi uma noite memorável, tanto que compartilho contigo, pois não conseguiria dormir.Até!!

Pierre Lévy

A Pré-Jornada de Literatura- 26 a 30 de outubro- trouxe a Passo Fundo o estudioso da vida digital e das mudanças que as novas tecnologias provocam nas relações humanas, Pierre Lévy, filósofo e doutor em Sociologia e em Ciências da Informação e Comunicação e atualmente professor de Universidade de Quebec, Canadá, para uma Conferência "Rumo a uma civilização de inteligência coletiva", no Centro de Eventos da UPF. Segue algumas das muitas ideias:
A humanidade usou da cultura oral e rituais coletivos para construir sua memória. A construção da escrita usada para registrar o passado e as leis, promoveu um aumento da memória. O invento do alfabeto fortaleceu poderosas civilizações como gregos e árabes e todas as grandes religiões tem seus escritos registrados. Com a invensão da prensa veio o desenvolvimento da ciência, a opinião pública baseada nos registros de jornais e a democracia. A cada passo da história da comunicação há avanços na humanidade e nós estamos testemunhando o início das transformações com a web desde 1990.
A inteligência coletiva é estudada a mais de 50 anos, porém é mais poderosa na espécie humana porque temos a linguagem, as instituições, a tecnologia e a evolução cultural que é uma evolução da inteligência coletiva.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Enquanto a noite não chega

Esse livro de José Guimarães foi lido na minha adolescência, foi marcante. Um casal idoso que se recusa a abandonar a cidade fantasma onde vivem... O seu ritual de secar a erva mate..E um coveiro que só vai embora da cidade depois de enterrar o último habitante.
Isso veio em minha mente, em analogia enquanto a morte não chega...
Essa foi uma semana atípica, a eminência de uma partida anunciada despertou em mim lembranças da infância, de carinho, aconchego, segurança, tudo tão importante na construção da minha identidade.
Enquanto à morte não chega... Mas quando é mesmo que morremos? Quando os órgãos vitais param, ou quando deixamos de ter autonomia sobre nossas vidas?
A morte bateu a porta, como a nona sinfonia de Beethoven e nós nunca estamos prontos para aceitá-la.
Treinar o desapego, portarmos como meros passageiros aprendentes desse mundo é realmente um desafio a ser vencido.

domingo, 20 de setembro de 2009

Coral Dom Bosco do Uruguai no IMD

Hoje, ás 10h, na Celebração Eucarística na capela do IMD, aconteceu um momento único e emocionante a apresenteção do Coral Dom Bosco do Uruguai, mais uma das atividades comemorativas dos 50 anos da Escola. Na oportunidade houve também uma ação de graças pelo Coral Madrigal de Passo Fundo que completa 15 anos.
A diretora do IMD utilizou-se com propriedade de uma passagem do diário de bordo do navegador Amir Klink ...existem acontecimentos únicos que não se repetem... para registrar a presença do Coral Uruguaio em nossa Escola.
O evangelho de hoje nos ensina " Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos, a Sabedoria de Deus afirma que são grandes, os que se tornam pequenos, servidores, crianças...".
Tudo muito oportuno, pois viver com significado é agregar ao cotidiano o espiritual, a arte e o conviver.

domingo, 13 de setembro de 2009

Em setembro

"Eu caçador de mim"... diz a música, pescador de homens é o nazareno e o hino riograndense "mas não basta para ser livre, ser forte, aguerrido e bravo. Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo."
Somos seres em busca de sonhos, objetivos para nos levar a tão clamada felicidade. Seria esta conseguida pelo ter, pelo prazer, pelo poder, pelo dinheiro ou pelo ser?
Lutamos para ter bens materiais, gastamos a saúde para mantê-los, para que mesmo? Isso é ser feliz?
O ego sobrevive de conquistas, reconhecimentos, aplausos e títulos. Vivemos em um mundo consumista, das aparências e das relações fugazes. Aonde chegaremos?
Setembro, mês da Bíblia, o livro sagrado, sempre atual e tão pouco lido e, menos ainda, colocado em prática suas orientações. Fui desafiada a ler trechos diários da Bíblia recomendados pelo folheto da missa dominical e qual foi a minha surpresa ao me sentir mais fortalecida para encarar a selva de todos os dias e sobreviver. Conviver com diferentes e com as diferenças já é muito difícil, mas conviver com as nossas diferenças, entre como deveríamos ser, sentir e agir e de como realmente somos, sentimos e agimos é o grande paradoxo.
Jesus ensinou o amor, o respeito, a justiça, a fraternidade e a humildade. Mostrar nossa fé através de ações e nos portarmos como filhos do mesmo Deus e irmãos uns dos outros. Não tem nenhuma contra indicação em seus ensinamentos e mesmo assim falar das coisas de Deus tornou-se motivo de chacota desde os meios intelectuais até as conversas diárias.
A música, o hino e a Bíblia nos conclamam a sermos pessoas que na nossa luta diária não sirva viver sem razão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

7 de setembro

Estou nostálgica...lembro da minha infância e pré-adolêscencia, em uma pequena cidade do interior gaúcho, Esmeralda. Onde os preparativos para o grande desfile de 7 de setembro eram intensos.
Estávamos na década de 70, em plena Ditadura Militar, mais precisamente na época do "milagre brasileiro". No final de agosto, nos finais de tarde, toda a escola se reunia para ensaiar com a banda. Muitos pelotões, paqueras e amores platônicos. Fazer parte da banda consistia em status, ser baliza, então, o máximo. Toquei surdo e caixa, tarol (meu grande sonho) só tocava os mais velhos e ser baliza precisava da habilidades que eu não possuia (primeiros contatos com minhas limitações).
Cantávamos o hino nacional no hasteamento e arriamento da bandeira bem como realizavámos apresentações artísticas esperadas com ansiedade. Cuidar do fogo simbólico na frente da igreja era uma honra.
Mas, ser a filha da regente da banda era um orgulho só. Minha Mãe também era professora de EMOCI e OSPB, disciplinas que ensinavam moral, ética, valores, civismo, cantar e saber o significado dos hinos, isto é, nos ensinava a ser cidadãos. Foi um grande equívoco a retirada dessas disciplinas do currículo escolar, justificado no argumento que respaldavam a Ditadura Militar, pois ficou um vazio que não foi preenchido por nenhuma outra disciplina. Será que é por isso que existe hoje tanta corrupção, falta de ética e passividade do nosso povo?
Foi a literatura, que desde cedo, me levou a todos os lugares do mundo, talvez por isso encontrei a Geografia, que juntas me fizeram conhecer e respeitar as culturas e principalmente amar a minha Pátria, Mãe Gentil, BRASIL.
Já dizia o nosso grande poeta Mário Quintana "fales de tua aldeia e serás universal".

sábado, 5 de setembro de 2009

Divã

Quando li o livro em 2002 vivia em uma outra fase da vida... mas sexta-feira a noite, depois de trabalhar a semana inteira, tudo o que eu merecia era assistir ao filme Divã, protagonizado brilhantemente por Lília Cabral.
Foram muitas gargalhadas. Recomendo a todas as mulheres da minha faixa etária porque a personagem vive o momento que estamos vivendo e agora é mais fácil entender do que a sete anos atrás quando o livro foi publicado.
" Ao se deitar no divã, Mercedes se dá conta de suas armadilhas cotidianas. Quantas vezes deixou de fazer coisas por causa dos filhos? Quantas vezes duvidou da fidelidade do seu marido? Ao entrar nesse jogo catártico, Mercedes nos confidencia que a liberdade é atraente quando existe como promessa, mas pode nos enlouquecer quando se cumpre."( extraído do livro).
O filme consegue ser divertido e ao mesmo tempo reflexivo, mas foi a relação da amizade e cumplicidade feminina que mais me emocionou sem falar da relação cordial e afetuosa com o ex-marido que veio ao encontro do que penso que deveria ser a relação de pessoas que possuem filhos em comum e que algum dia já comungaram dos mesmos objetivos e viveram sob o mesmo teto. Viva a civilidade e a elegância nas relações.

sábado, 29 de agosto de 2009

O amor sobrevive é de intervalos

O Padre Fábio de Melo, no seu livro Mulheres de Aço e de Flores, escreve numa linha poética encantadora. Nos seus contos retrata mulheres e suas histórias com uma sensibilidade de alguém que conhece muito bem a alma feminina. Mas a frase acima mexeu comigo. As vezes sinto que vivo de intervalos, isto é, entre uma escola e outra, uma aula e outra, um conteúdo e outro, um final de semana e outro, enfim, a vida acontecendo, e eu nos intervalos tecendo dentro de mim ora em aço, ora em flores."Sou uma mulher de bordados extensos, que respeita a dor de cada hora e a esperança de cada momento".(extraído do livro citado acima).
Hoje é um dia especial, a minha caçula faz 14 anos e na minha memória emocional tem muitas lembranças de amor que sobrevive de intervalos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Como ser educador nos dias de hoje?

Este foi o tema da palestra proferida pelo professor Ginez,da UPF e participante da Comissão de Apoio e Valorização da Família(Comafe) na Escola Estadual Antonino Xavier e Oliveira.
Como sociólogo reforçou a importância das instituições Família e Escola como agentes de socialização e protagonistas de uma profunda crise de valores éticos, morais e de civismo.
Critica o ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente) como instrumento legalizador de direitos e carente de deveres, estes indispensáveis na construção de seres humanos comprometidos com a sociedade. Sugere a construção de uma Carta dos Deveres Humanos.
Resgata que a perda da disciplina escolar de EMOCI( Educação Moral e Cívica), acusada de legitimadora da Ditadura Militar, deixou um vazio nos estudos de princípios morais, éticos e de valores. Contextualiza com a crise política brasileira, onde não há civismo e a apropriação de dinheiro público tornou-se banal.
Ressalta que a sociedade evoluiu em termos tecnológicos sem precedentes, em todas as áreas do conhecimento, mas a área comportamental está em crise. Exemplifica com o grande desafio da vida conjugal hoje e com a descartabilidade da pessoa humana através do "ficar" vivida pelos jovens.
Destaca a importância crucial da educação,do educador e da espiritualidade na construção da sociedade, hoje decadente nas relações humanas.
O educador deve assumir compromisso social e moral com a sociedade no cotidiano da sua profissão, sugere Ginez.
Foi uma reflexão importante para o semestre que inicia e para o grupo de professores que terão o desafio de cumprir com competência a atividade docente.

domingo, 16 de agosto de 2009

Linha de Passe, o filme.

Dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, foi premiado no Festival de Cannes e retrata o cotidiano familiar de uma empregada doméstica e seus quatro filhos, na cidade de São Paulo, com uma veradicidade profunda, sincera e realista como foi analisado por uma repórter na capa do filme.
A vida passa de um para outro personagem, numa trama de muita luta, privações, sonhos, crenças e a tênue linha entre o certo e o errado elucida a facilidade de se envolver no submundo.Nos coloca cara a cara com a realidade...
O cinema brasileiro está de parabéns e como estávamos em clima de Festival de Cinema em Gramado, vale a pena conferir.

sábado, 15 de agosto de 2009

Enfim, acabou.

Foram três semanas de casa, família, leituras e lazer, diga-se de passagem, tudo de bom. Acho que as férias de inverno deveriam ser maiores, pois é possível tomar fôlego para recomeçar e até sentir saudades de toda a rotina.
No último sábado estávamos em Gramado comemorando os 18 anos da minha filha mais velha, nunca vi tanta chuva num final de semana, mas também nunca me diverti mais do que naqueles dias... pudera, a Serra é sempre um lugar de muito prazer para nós que gostamos de frio e de todo o glamour da região. Sem contar que ter uma filha de 18 anos é uma emoção ímpar.
Ser dona de casa e Mãe em tempo integral foi uma experiência inusitada para essa época do ano e MARAVILHOSA. Mas acabou... é hora de voltar as intensas atividades profissionais que me absorvem tanto que esqueço como é fácil ser feliz... opções que se faz, custos e benefícios, é a VIDA que escolhi para mim. Adoro a minha profissão, mas para ganhar razoavelmente precisa-se trabalhar muito e isso tem um custo pessoal elevadíssimo, principalmente quando se quer fazer o tempo todo TUDO dentro das expectativas internas e externas.
Quanto as leituras das férias foram variadas e ecléticas: Aliviando a Bagagem( Max Lucado);Filha, Mãe, Avó e Puta( Gabriela Leite) e À espera do Sol(Michael Greenberg) e o próximo é Mulheres de Aço e de Flores( Fábio de Melo). O primeiro analisa o Salmo 23,interessante, mas não gostei muito. O segundo livro ganhei de aniver, uma leitura instigante e rápida, recomendo. O terceiro livro trata-se de memórias paternas de amor e síndrome bipolar, uma leitura pesada, porém elucidativa. E o último são de contos, também ganhei de aniver e será lido nos próximos dias.
Agora irei assistir ao filme brasileiro Linha de passe... comento depois.
Segundo semestre seja bem vindo! Que Deus nos proteja do H1N1 e que nós façamos nossa parte.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meu aniver - continuação

Depois de três anos sem comemorar o meu aniversário e devido as férias forçadas que me possibilitaram tempo, resolvi reunir amigas e algumas colegas do AXO para um chá.
Me permiti uma manhã no salão pois estou somente como dona de casa e precisava fazer uma faxina, ahaha.
Organizei com as meninas (minhas filhas) o que cada uma iria fazer para me ajudar a receber as convidadas. Tive uma surpresa muito positiva com a atuação das duas, cada uma com sua habilidade desempenhou com primazia a sua atribuição. Não sei porque, talvez uma terapia possa me ajudar, mas fico preocupada quando vou receber, pois quero tudo nos conformes, penso e organizo cada detalhe e me preocupo se as coisas irão sair bem... isso é próprio meu, tudo o que faço procuro fazer bem, isto é, dou o meu melhor naquele momento. Acredito que foi um aprendizado para as meninas...
A "festa" iniciou às 14h e terminou às 22h ( parece kerp alemão). Recebo por grupos, não tenho espaço para todos na mesma hora. Ri muito, me diverti, fiquei feliz e encomendei comida para quase duas festas, pois tenho medo que falte comida...outra neura.
Dormi esta noite como um anjo, estava feliz. Recebi telefonemas, flores, presentes e mais de duzentos scraps no orkut, uns emocionantes... como não ficar feliz?
Agradeço de coração a tantas demonstrações de carinho e a todos e todas que me proporcinaram tais momentos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Meu aniver...

Perdi o sono... será a idade? ansiedade? vontade de refletir? Então vamos lá...
Quarenta e um anos( hoje), uma filha de quase dezoito anos, uma filha de quase quatorze anos e um casamento de vinte e dois anos...Uma família linda!!
Minha Mãe exemplo de MULHER, meu irmão, cunhada e sobrinhos e a família que agreguei, sogra, cunhados e sobrinhos...Todos maravilhosos.
Três empregos todos com mais de dez anos de "casa"... Me realizam profissionalmente.
E agora o que restou? Eu...e daqui para frente? Sonhos... muitos, a maioria em relação as minhas filhas.E os meus? saúde para poder trabalhar o necessário para formar minhas filhas e depois poder viajar( sonho de consumo...), estudar formalmente procurando espaço numa agenda de sessenta horas semanais( sonho intelectual...) e horário para atividades físicas e de lazer( sonho de qualidade de vida...) estes dependem de disciplina e coragem...
Como me sinto? Feliz em relação a todas as conquistas acima mas falta alguma coisa para validar a minha existência e quando eu descobrir logo contarei.
Como o sono foi mesmo embora, vou ler um pouco... Até!