segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dialogando com a dor

Não simpatizo nada com a ideia de sentir dor. Para minha sorte, elas foram raras. Vivi dois partos normais que pareceram um piquenique no campo, nada doeu, sobrou relaxamento e prazer. Quando penso em dor física, o que me vem à lembrança são as idas ao dentista quando era criança. Começava a sofrer já na noite anterior, sentia enjoos fortíssimos, não conseguia dormir, passava a madrugada chorando só de imaginar que no dia seguinte teria que enfrentar a broca e seu barulho aterrorizante. Estou falando de uma época em que crianças tinham cárie hoje muitas nem sabem o que é isso, bendito flúor.
O que fazer em relação a esse tipo de dor? Se nos pega de surpresa (um tombo, uma cabeçada, um corte), suportar. Se for uma dor interna, tomar um analgésico e esperar que passe. Não se pode dialogar com a dor física. Músculos, nervos, órgãos, pele, essa turma não escuta ninguém. Ainda bem que (com exceção das dores crônicas) não são dores constantes, e sim pontuais. De repente, somem.
Já a dor psíquica não é tão breve. Pode durar semanas. Meses. Sem querer ser alarmista, pode durar uma vida. Porém, ela é mais elegante que a dor física: nos dá a chance de chamá-la para um duelo, ao contrário da outra, que é um ataque covarde. A dor psíquica possibilita um diálogo, e isso torna a luta menos desigual. São dois pesos-pesados, sendo que você é o favorito. Escolha suas armas para vencê-la.
Armas?
Por exemplo: redija cartas para si mesmo. Escreva sobre o que você sente e depois planeje seus próximos passos. Escrever exorciza, invoca energia. Cartas e cartas para si mesmo, estabelecendo uma relação íntima entre você e sua dor – amanse-a.
Terapia. A cura pela fala. Você buscando explicar em palavras como foi que permitiu que ela ganhasse espaço para se instalar, de onde você imagina que ela veio, quem a ajudou a se apoderar de você. Uma investigação minuciosa sobre como ela se desenvolveu e sobre a acolhida que recebeu: sim, nós e nossas dores muitas vezes nos tornamos um só. É difícil a gente se apartar do que nos dói, pois às vezes é a única coisa que dá sentido à nossa vida.
Livros. O mais deslumbrante canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar. Catarses intimidam a dor.
Meditação. Religião. Contato com a natureza. Viagens. Amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia vitorioso, ao menos fortalecerá seu caráter.
Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano melhor. A reduz a uma simples dor de dente e, como uma criança, desespera-se sozinho no escuro.

domingo, 31 de março de 2013

O oceano de uma conchinha

Encontrei uma senhora com sacolas de mercado subindo as escadas do hospital.
perguntei se poderia ajudar. Minha mãe sempre me ensinou que não custa nada ser educado.
Carreguei as sacolas até o terceiro andar. Ela se despediu com um beijo em minha testa.
— Vá com Deus, meu anjo.
Fiquei levemente encabulado, minha testa estava úmida, e ela secou meu suor com seu beijo.
Içara, soube mais tarde, acompanhava seu marido André.
Ele tem câncer em estado avançado, metástase nos ossos. Situação grave.
Os dois partilham um casamento de 30 anos. São amigos de minha amiga Cíntia Moscovich.
Já testemunhei o casal abraçado, tomando vinho, comendo risoto, cantando músicas em bar no Moinhos de Vento.
Não lembrei de sua feição na hora. Quando ofereci ajuda, jurei que era uma estranha.
Mostrava-se toda abatida, acuada pela tristeza, as olheiras de coador de café.
Eu me desculpei quando a revi subindo a ladeira da Ramiro Barcelos. Expliquei que não a reconheci naquele dia.
Ela concordou comigo.
— Tampouco me reconheço, querido.
Sua simplicidade, sua humildade, sua honestidade me desarmaram.
Já não queria carregar suas sacolas, mas seus olhos.
Içara sofre monstruosidades. Sofre essa viuvez devagar. Essa viuvez vindo. Essa viuvez injusta informando seu coração pouco a pouco da tragédia.
Içara vive sendo enganada pela esperança e não desiste de acordar, dormir, acordar, dormir.
Com a fé exausta, me encarou profundamente. Colocou as mãos em meus ombros e pediu para que eu rezasse por uma coisa.
Uma única coisa. Nem era capaz de pedir para seu marido melhorar. Nem era capaz de suplicar o retorno da rotina.
Nem era doida de encomendar milagre, de que eles possam viajar para Grécia, admirar os afrescos da Itália, partilhar novamente de música, gastronomia e literatura.
Içara pede uma só coisa, uma só coisinha: dormir mais uma noite de conchinha com seu marido. Uma só noite soletrando a respiração do seu homem.
Uma só noite com as pernas entrelaçadas, as cabeças encostadas para igual horizonte. Uma só noite com a paz dos lençóis de casa e os travesseiros lavados. Uma só noite despertando ao mesmo tempo, com a mesma vontade de mate e varanda.
Só dormir de conchinha mais uma vez. Uma noite fora do hospital, do soro, do medo de morrer.
Uma noite absolutamente normal. A normalidade no amor é a perfeição.
                                                                                                             Fabrício Carpinejar


                                                                                                       


quinta-feira, 14 de março de 2013

O Poder do Silêncio


Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.
Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas,
Falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.
Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.
Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.
Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.
Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.
Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.
Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.
Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.
O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.
O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito, pela própria inteligência.
Quem faz a oração dos sábios, não é escravo do binômio do bateu-levou.
Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas consequências de seus atos.
Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.
Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.
Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.
Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas
são fundamentais.
Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.
O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.
O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.
É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar,
É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.
Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.
Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzí-la.
Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzí-la com sua fama, mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “...Eu me escondo nas coisas simples e anônimas...”.
Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.
                                                                                                                                                                                                                                       Código da Inteligência (Augusto Cury)


terça-feira, 12 de março de 2013

Em caso de despressurização



Eu estava dentro do avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez escutava a orientação do comandante: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado". E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.
É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que somos, todas. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?
Isso vem de encontro a algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.
Tem gente à beça fazendo discurso e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?
Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto e seu banheiro. Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa. Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige. E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria muito colocar um sorriso neste rosto, parar de praguejar, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo. Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa como a parte ruim da nossa história, salvo tragédias pessoais e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário dos que viram uns chatos.
Antes de falar mal da Caras, pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer salvá-lo? Garanta-se primeiro. Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Cuide da sua saúde. Arrume o que é seu. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.
                                                                                                                                      Martha Medeiros



sábado, 9 de março de 2013

Somente o tempo


"O tempo resolve quase tudo. Cicatriza feridas, limpa rastros, define sentimentos.
Sempre queremos mais tempo quando algo nos agrada. Quando assistimos a um bom show, quando estamos com quem amamos ou quando perdemos alguém querido.
Queremos que o tempo voe quando assistimos a uma aula chata, quando esperamos alguém voltar ou quando anseamos por respostas.
O tempo é mágico e cruel, ele acelera quando deve parar e para quando deve acelerar. Ele soluciona quase todos os mistérios da vida."
Quanto tempo?

sexta-feira, 8 de março de 2013

Louco e Santo

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.Oscar Wilde

domingo, 11 de novembro de 2012

Cartas para Deus

Cartas para Deus foi o filme que assisti hoje a tarde, o primeiro intencional, após um ano. Trata de uma história real, profunda e comovente do efeito da fé de uma criança sobre sua família, amigos e comunidade.
Identifiquei-me em muitos aspectos, pois a doença tem um poder transformador, nos conhecemos e reconhecemos nessa caminhada. É inacreditável que a vida possa mudar tanto, de uma hora para outra, sem pedir licença ou nos dar chance de barganha.
 Encontro apoio constante em pessoas que jamais imaginei serem tão solidárias e amigas.
Na Comunidade de fé o apoio vem através de um sorriso, um abraço, uma palavra de conforto nos encontros semanais.
A tecnologia contribuiu muito nesse ano que passou, recebo mensagens diárias de amigos, colegas e conhecidos perguntando e acompanhando os progressos da recuperação do Déo.
Ansiava por escrever há algum tempo, esta como forma de catarse, de sedimentar impressões, sentimentos, enfim de me colocar sem pesar.
Estava esperando a inspiração, achei que quando completasse um ano, e completou dia 24/10, da cirurgia do Déo, eu conseguiria, mas o filme foi o gatilho que faltava. Os propósitos de Deus são inquestionáveis e rogo-lhe todos os dias para aceitar, aprender e cumprir a minha missão.
“O homem é, assim, o artesão de suas dores ou alegrias, grandezas ou indigências...”.( Hermógenes)

Foto tirada em Gramado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Navegue

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles
é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é
para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa
de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só
o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas
as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é
outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à
parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não
enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo
também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar
necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".
                                                                                        Fernando Pessoa




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A travessia do caminho


Impossível atravessar a vida sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença.
Impossível atravessar a vida sem que um amor nos abandone, sem perder um entre querido, sem se enganar em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece, mas como você reage.
Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé; quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Você cresce quando aceita seu destino e, mesmo assim, tem garra para mudá-lo; quando aceita o que ficou para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando se supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho, assimila experiências e semeia raízes.
Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos.
Cresce quando dá exemplos, sem se importar com o desdém; quando você cumpre com seu trabalho.
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento e humano por natureza!
Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca folhas.
Cresce quando colhe flores mesmo que tenham espinhos.
Cresce quando marca o caminho mesmo que se levante o pó.
Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões.
Cresce quando é capaz de perfumar-se com flores e elevar-se por amor.
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida mais do que recebe.

E assim cresce!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Quem é seu amante?

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo. Digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”.
E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com “ir levando”. Procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: o trágico não é morrer. Afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um Amante...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: “PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO, SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."

Dr. Jorge Bucay - Psicólogo


domingo, 26 de agosto de 2012

Mensagem de um psicoterapeuta

Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!
Não adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.
Se você não se decidir pelo primeiro passo, se você não sair desse quarto,
nem os anjos e nem Jesus poderão te ajudar, se você não se ajudar!

Quer emagrecer?
Caminhe todos os dias, pare de dizer que não tem dinheiro para a academia.
A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.

Quer um novo emprego?
Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença e
as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor?
Saia para lugares diferentes assista a um bom filme, leia um bom livro,
abra a cabeça, mude os pensamentos, e o amor vai te encontrar no metrô, no
ônibus, na calçada,
e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar...

Quer esquecer alguém que te magoou?
Enterre as lembranças e o infeliz!
Valorize-se criatura!
Se você se valoriza, sabe quanto vale, sabendo quanto vale não se troca por
qualquer coisa.
Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.
E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso...

Quer deixar de dever?
Pare de comprar.
Não faça dívida para pagar dívidas!
Nunca! Jamais!
Faça poupança e pede para o povo esperar.
"Devo, não nego, pago quando puder."
Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar.
Em breve, não terá mais nada para pagar...

Quer esquecer uma mágoa?
Limpe o seu coração, esvazie-se...
Quem tem equilíbrio não guarda mágoas.
Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.

Quer viver bem?

Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada.
É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes.

Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:
- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
- Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.
Acorde enquanto é tempo e comece a mudança, antes que o tempo venha e apite
o final do seu jogo!

Espero que você pelo menos tenha vencido a partida.

Seja feliz!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A samambaia e o bambu

Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.

Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
“Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? Perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um
sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de
aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando as sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um
casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor
aparentemente o pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho; como o senhor e a sua família
sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse
produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte
nós produzimos queijo, coalhada, etc...; para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi
embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio
de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silencio absoluto do seu mestre, foi cumprir
a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele
jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar
naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo
murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado
imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e
chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali
morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o
mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida???
E o senhor entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras
coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus
olhos vislumbram agora ...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pequenas ou grandes felicidades?

Acordar num domingo de manhã e sentir-se totalmente descansada depois de um sono reparador de mais de oito horas.
Alegrar-se com o vaso de flores frescas adornando a sala e através delas sentir a presença do Criador.
Encontrar a Filha chegando alegre da balada.
Estar de férias depois de um semestre de muita superação, adaptação e escolhas difíceis.
Lembrar que no ano passado, nas férias de julho, estávamos em Salvador e agradecer pela oportunidade.
Aceitar que nessas férias estaremos no Hospital para mais uma etapa do tratamento exitoso do Déo.
Saber que logo mais estaremos todos a mesa saboreando um almoço feito com muito amor e num clima de harmonia.
Inspirei-me na coluna de Marta Medeiros do Caderno Dona de 22/07/12 “Pequenas Felicidades” para elencar as minhas grandes felicidades como o dia em que trouxe o Déo do hospital atravessando a praça e ouvindo-o dizer que fazia oito meses que não sentia o vento e o sol no rosto como naquela manhã de domingo ou do passeio a Erechim para visitar a família após os mesmos nove meses sem realizar uma viagem.
Escrevi este texto no dia 22/07 e não tive oportunidade para postar e hoje de volta do Hospital, no término das férias e no início do segundo semestre reitero que todos os dias existem motivos para se sentir feliz.



Seja Feliz!

Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos. Para uns, a jornada é curta e agradável. Para outros, a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir... Ao contrário do que você pensa, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo. Estamos aqui para aprender, não para sofrer...Abandone o passado... desbloqueie sua paralisia afetiva. À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado.Abra-se! Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito. DEUS vai dando coisas com que você consegue lidar, conforme você vai aprendendo a lidar com elas. É assim que a vida funciona. Avançamos no caminho através dos relacionamentos. "Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento." Repare: Nada é por acaso. . A vida que você tem que viver é essa mesma. "Você não consegue mudar o que não consegue encarar". Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento. Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará. Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando. Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la. A cada momento,cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam. E ainda há muito a aprender sobre AMOR... Ainda há muito a ser realizado. Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria, há o AMOR... Deus sabe de tudo que nos é necessário, antes mesmo de nós! “Obrigado, Deus, por me amar o suficiente e permitir que me aconteça somente aquilo com que eu consigo lidar, quando acontece. Obrigado por quem eu me tornarei através de tudo que me acontece.” SEJA FELIZ SEMPRE!!! Colaboração: Scopoani




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bordado

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.
Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?
" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo
você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na
parte de cima havia um belo desenho.
Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
"Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos
ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros.
Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim...
Eu farei o meu trabalho.
Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida.
Do outro lado, Deus está bordando...
Que Deus faça de suas vidas um "lindo bordado"!

(Desconheço o Autor)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Percebe

Podes não saber, mas a situação que estás a viver segue um padrão.
Tem uma frequência vibratória. Tem um timbre energético. Percebe isso.
Independentemente de quem te colocou nessa situação ou se foste tu
próprio que provocaste. Independentemente de te terem feito mal ou de
tu teres feito mal a alguém. Independentemente de te ter feito sofrer,
a ti ou a outras pessoas.
Independentemente de tudo, percebe que essa situação não é única na tua
vida e que a emoção que ela desperta não te é desconhecida. Podes não
ter vivido nesta vida essa situação em particular, mas com certeza já
viveste outras situações com o mesmo peso emocional. Isso que estás a
sentir agora, independentemente de tudo, de quem provocou, de como ou
quando, independentemente de qualquer questão externa ao teu peito, isso
que estás a sentir agora é-te conhecido. Mais do que te ser conhecido, é teu.
É uma emoção da tua alma, uma densidade que ainda não está resolvida e
que de vez em quando vem à tona para que possas perceber que ainda não
está resolvida. Por isso, pára de focalizar a tua atenção para fora de ti próprio.
Vai buscar essa emoção tão conhecida. Esquece as pessoas. Esquece as
coisas. As circunstâncias. Centra-te no teu peito. Centra-te e puxa essa
emoção. Puxa. Sente. Sente.
E quando esse sentir tomar conta de ti, por teres decidido aceitar que é teu,
que te pertence, nessa altura e só nessa altura chega a hora de tirar. De te
desfazeres dele. Percebe uma coisa: Nunca vais poder desfazer-te de algo que
não aceites ser teu. E este é um conceito que deverás levar até ao fim da tua
vida.
Primeiro aceita que é teu. Depois retira. «E como se retira?», perguntas tu. E
eu respondo. Prescinde dessa emoção. Considera que é tua, mas não desta
vida, que vem de tempos passados e que já não está aí a fazer nada.
Prescinde. Percebe que já não precisas dessa emoção para seres quem és.
Essa emoção não é criativa, não é positiva.
E hoje, no teu peito, só poderão caber emoções positivas, construtivas e que
façam avançar a tua alma no sentido da evolução. Prescinde do que estás a
sentir. Pára de achar que os outros é que te puseram nesse estado. Percebe
que és tu que te pões nesse estado a cada vez que olhas para os outros como
se eles fossem os maus da fita. Percebe isso, e estarás cada vez mais perto
da verdade.
                                                                                                      Jesus


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Milho de pipoca

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza
assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se
transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Rubem Alves

Extraído do livro: O Amor que Acende a Lua



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Declarações

A Giorgia homenageando o Déo no dia do seu aniver:
Dia 28.05 tu fez 52 anos e também fez 1 ano em que tudo mudou. Hoje é o marco da mudança de toda uma vida. Prefiro crer que aceitamos esse desafio por nos julgarmos aptas o suficiente para vencê-lo. E acredito fielmente que dá mesma forma tu o aceitou. Surgiu em nosso caminho, como qualquer outra doença, de forma assustadora e sem aviso, mas encaramos como qualquer outro obstáculo que a vida teria nos proposto. É difícil manter a sanidade sobre condições tão extremas, era fácil acreditar que existiam coisas piores no mundo quando não convivia com tamanha dificuldade. Mas hoje, depois de um ano, percebo que tu veio em nossas vidas não somente para ser o pai maravilhoso que és, mas para tornar-nos mais fortes, para unir tuas três mulheres e para reafirmar o amor que há entre nós. Difícil acreditar o que o destino guardou para um homem como você, mas talvez esse martírio seja necessário para realizar tua missão de cuidar das três mosqueteiras. Tu não me ensinou somente o que todo pai normal ensina, tu me deu caráter, virtudes, valores, mostrou o valor do trabalho e de como é importante ter foco e objetivos. Muito obrigada por isso, e muito obrigada por ser meu pai. Então, parabéns pai, felicidades sempre e juntos continuaremos na luta. Eu te amo, com toda a força que tenho.

A Giulia se posicionando:
Cada dia você nos mostra que o "bebê" da casa cresceu, amadureceu e está se tornando uma mulher de muita fibra! Tenha certeza que estamos orgulhosos de você por estar aprendendo com tudo o que está acontecendo em nossas vidas.
O caminho é longo, escuro e cheio de percalços, mas, juntos, tenho certeza que venceremos essa fase que se tornará a melhor fase de nossas vidas devido ao Amor que nós quatro temos dedicado um ao outro!

domingo, 20 de maio de 2012

Viver despenteada

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda.
O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, DESPENTEIA...
Fazer amor, despenteia.
Rir às gargalhadas, despenteia.
Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
Tirar a roupa, despenteia. Beijar a pessoa amada, despenteia.
Brincar, despenteia.
Cantar até ficar sem ar, despenteia.
Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes
essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo
bagunçado... mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento
mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide
ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada
por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis,
caminhe direito, fique séria... e talvez deveria seguir as instruções, mas quando
vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me
sentir bonita...
O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher
que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se,
relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante,
arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem,
aproveite e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se
pentear de novo.
Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas
qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.
Emmanuel

Espiritualidade

A espiritualidade é apenas uma.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A espiritualidade descobre.
A espiritualidade questiona tudo.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A espiritualidade é causa de União.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A espiritualidade é Meditação.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A espiritualidade vive no presente.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "

(Pierre Teilhard de Chardin )

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Coragem

"O caminho do coração é o caminho da coragem.
É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido.
É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
Coragem é seguir trilhas perigosas.
A vida é perigosa.
E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos.
A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido.
O perigo está presente, mas ela assumirá o risco.
O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador.
A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta.
O coração nunca calcula nada."

sábado, 31 de março de 2012

O Outono

O equinócio de outono já ocorreu, e dias frios deram a amostra de como será o inverno, hoje o Sol ilumina e aquece lá fora mostrando que a vida segue seu ciclo e em cada fase há beleza e desafio.
Acordei bem cedo, como sempre, fui à feira na praça de casa para comprar produtos orgânicos e junto com o frescor matutino me energizei de uma forma que meus alunos diriam que a prô tomou “alguma coisa” para ter tanta vitalidade pela manhã. Cheguei ao HC e deixei o Déo tonto do tanto que falei, mas pelo seu sorriso e disposição acredito que o contaminei com minha alegria, ou será que seu bem estar reforçou meu estado de graça?
Ouvi essa semana que reforma íntima, para ser válida, precisa ser vivida com alegria senão vira ressentimento e doença. Como aluna bem aplicada, estou levando ao pé da letra todos os ensinamentos que a doença e suas decorrências propiciam para realizar as mudanças necessárias à minha evolução.
Semana passada estava apreensiva e chorosa com a vinda para o hospital (a qual será prerrogativa pelos próximos meses), mas quando cheguei me senti “em casa” pela acolhida da enfermagem e funcionárias. O quarto foi o mesmo da outra vez, e a proximidade da nossa –verdadeira- casa facilita tanto que nem senti a semana passar, e assim conclui que somos nós que damos a cor e o tom para a vida.
A Páscoa se aproxima e o Deus Menino ressuscitado traz a mensagem de vivência no amor. Então, aceitar com gratidão o que a vida determina, é viver a plenitude da fé e da esperança.

Tenha um ótimo domingo!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Eu não sou Você Você não é Eu

Eu não sou você
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você.
E você, sabe muito de você vivendo comigo?
Eu não sou você
Você não é eu.
Mas encontrei comigo e me vi
Enquanto olhava pra você
Na sua, minha, insegurança
Na sua, minha, desconfiança
Na sua, minha, competição
Na sua, minha, birra infantil
Na sua, minha, omissão
Na sua, minha, firmeza
Na sua, minha, impaciência
Na sua, minha, prepotência
Na sua, minha, fragilidade doce
Na sua, minha, mudez aterrorizada
E você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?
Eu não sou você
Você não é eu.
Mas foi vivendo minha solidão que conversei
Com você, e você conversou comigo na sua solidão
Ou fugiu dela, de mim e de você?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas sou mais eu, quando consigo
Lhe ver, porque você me reflete
No que eu ainda sou
No que já sou e
No que quero vir a ser…
Ou não sou você
Você não é eu
Mas somos um grupo, enquanto
Somos capazes de, diferenciadamente,
Eu ser eu, vivendo com você e
Você ser você, vivendo comigo.

Madalena Freire

domingo, 11 de março de 2012

A Fé

Palavra tão pequena, mas que sustenta nas maiores dificuldades.
Sentimento único que ainda não sei se nasce com a gente ou se é ensinada, ou se os dois, mas que nos alicerça vida afora.
Opção árdua porque contrapõe a ciência, a lógica e precisa ser reafirmada cotidianamente.
Nos últimos oito anos, na preparação dos pais e padrinhos para o Sacramento do Batismo da Igreja Sagrado Coração de Jesus, preguei que ensinassem seus filhos a terem fé para que nas atribulações da vida tivessem força para enfrentar com esperança e dignidade as demandas da vida.
A fé nos enche de esperança e o que nos resta a não ser ela quando tudo depõe contra?
Nesses cinco meses de inabalável fé ouvi diagnósticos, acompanhei as mais difíceis fases e até recebi formalmente veredictos técnicos e, hoje, reflito: o que será necessário para abalar minha fé?
Conversando com uma colega-amiga de longa data ouvi que ela não ensinou o Pai Nosso para as filhas pequenas porque sofria muito na parte: “seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”. Quando acreditamos que somos seres imperfeitos vivendo uma experiência de reforma íntima para a nossa própria evolução, nos colocamos a disposição de Deus e a fé serve para nos dar coragem para seguirmos em direção a nossa missão.
Tenho lembranças remotas da infância em que a fé foi minha aliada, como o dia em que cortei profundamente a mão com uma garrafa de vidro e na hora dos pontos rezei tanto que até o médico residente verbalizou que aprendeu a rezar o Pai Nosso, ou a vez em que estava com a ponta de um dedo da mão infeccionado e quando colocava na água benta parava de latejar.
Coloco-me sim nas mãos do Criador e peço que me ajude a cada dia aumentar a propagar a minha fé, pois sem ela nada me resta.

terça-feira, 6 de março de 2012

Biografias

Sempre gostei de ler biografias e histórias de sofrimento e superação eram as minhas preferidas. Confesso que invejava mulheres fortes, sofridas que passaram a vida toda lutando por uma causa nobre, é claro.
Com o passar do tempo deixei de querer ser uma delas, pois a vida me sorria tanto, para que a dor se havia tanto amor?
Eu era feliz e sabia, expressava e até escrevia. Sábado uma amiga querida me perguntou se eu não sentia medo de ser tão feliz e respondi que sim...
Hoje sou grata pelo passado, vivo cada dia como se fosse o último e o futuro, deixo para quando vier. Tenho aprendido a desaprender tudo o que me dava chão, como minha rotina e extenuante trabalho (como gostaria de me “queixar” dele).
Sinto como se minha vida tivesse sido subtraída de mim, as respostas são aguardadas o tempo todo, para algumas perguntas nem sei por onde começar, outras gostaria de jamais precisar pensar para respondê-las. Gerenciar a vida sozinha, assim de repente, é assustador.
Ouvi da mesma amiga que depois de tudo isso serei tão forte... mas eu não queria ser, ler nas biografias bastava.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Iluminado

O amor tem feito coisas
Que até mesmo Deus duvida
Já curou desenganados
Já fechou tanta ferida
O amor junta os pedaços
Quando um coração se quebra
Mesmo que seja de aço
Mesmo que seja de pedra
Fica tão cicatrizado
Que ninguém diz que é colado
Foi assim que fez em mim
Foi assim que fez em nós
Esse amor iluminado...

Gosto das músicas de Ivan Lins e essa em especial dedico ao momento que estamos vivendo, acredito que terça-feira estaremos em casa para retomarmos a nossa nova vida que só um amor iluminado para dar conta de tanta superação.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

É a vida!

A tão esperada chuva toca no telhado e proporciona uma música única, estava com tanta vontade de ouvi-la que esse som parece canção de ninar. Ela lava, leva e quem sabe limpe toda e qualquer mácula do meu coração no mínimo possibilite dormir uma noite toda...
A minha frente meu marido resona alto e parece tão tranquilo que até vontade de escrever me deu, estamos novamente no hospital e hoje já completou duas semanas.
O ano letivo já iniciou e ajustes estão sendo feitos para atender a nova realidade familiar e trabalhar só de manhã foi a saída encontrada.
O semestre será um desafio só, pois cinco dias por mês passaremos no hospital para as sessões de quimioterapia. Vendo por esse ângulo de tempo dá um frio na barriga pensar tudo o que nos espera por outro lado há outra saída? Aliás, tivemos outras saídas até agora? Natal, Ano Novo, Carnaval no hospital será que a Páscoa também?
A cruz não maior que nossos ombros diz o ditado, ou escolhemos passar por isso e agora só nos cabe cumprir o contrato, ou estamos passando por isso para aprendermos pela dor o que não aprendemos pelo amor ou a vida não é justa? Qual a melhor resposta? Penso um dia encontrá-la.
Não estou reclamando ou quem sabe estou? Acabou o estoque de otimismo ou estou me permitindo expressar sentimentos contraditórios para de vez em quando deixar de ser Polyana e seu eterno jogo do contente.
Na verdade estou sentindo tanta falta da minha vida e escrever era um dos momentos tão meus que resolvi recomeçar não como já fui porque sinceramente nunca mais conseguirei ser depois desses meses... mas preciso de uma válvula de escape e escrever era um jeito de me colocar e assim me reconstruir.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coríntios

A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, diz tudo:
"Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita. O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia. Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor."
Obrigada Vanesca por contribuir com meu blog, estou passando por uma fase de introspecção e escrever esta muito difícil.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bodas de Prata

Hoje faz 25 anos que estamos juntos, Delmar e Eu.
Estar junto significa na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... já passamos por muitas etapas: a minha imaturidade por ter casado com 18 anos, os anos de Faculdade( me levando e me buscando até eu aprender a dirigir, arredondei um carro nesse período, ahaha), o nascimento da primeira filha, o ingresso no mercado de trabalho, o nascimento da segunda filha, os cinco longos anos que vivemos em cidades diferentes e a minha carga de trabalho cujo suporte emocional e técnico seria impossível sem o Déo.
Tudo o que vivi, sei, conheço do mundo aprendi nessa união. Companheiro e incentivador incondicional, sempre me deu asas e me incentiva e voar. Discutimos pontos de vista sempre, pessoas de fora diriam que brigamos muito, pois somos teimosos e impositivos, e foi assim que juntos aprendemos a ceder. Conviver comigo é difícil, mas com o Déo também ...Adoramos estar juntos, mesmo que envolvidos em atividades diferentes, gostamos da mesma paisagem e clima( Ele até vai ao CE...), conversamos sobre muitos assuntos e até Especialização em Educação Sócio Ambiental Ele concluiu...
Não conheço ser mais humano, ético, de caráter, bom marido, pai e amigo verdadeiro. Grito aos quatro ventos que sou muito grata a Deus pela oportunidade de dividir mais da metade da minha vida com o Déo e afirmo sempre que caso um dia ( imagino nós bem velhos, se implicando, mas juntos) não formos mais marido e mulher Ele será para sempre o meu referencial de ser humano.
Realizei essa postagem dia 14/02/2010 e hoje renovamos nossos votos no Hospital, vivemos 24 anos na saúde e agora quatro meses na doença e por não conseguir escrever,mas para não deixar passar em branco data tão importante que há meses já estava agendada na Igreja para ser celebrada posto novamente por ser meus reais sentimentos.