Comer necessidade básica, rezar alimento do espírito e amar condição essencial para o equilíbrio e felicidade.
Ganhei esse livro de aniversário em 2007, li em conta gotas como a maioria de minhas leituras de lazer (prioridade para leituras de periódicos e livros técnicos, devido ao trabalho) e ontem assisti ao filme.
A história é autobiográfica de Liz Gilbert, uma escritora de Nova Yorque, que depois de um divórcio conturbado e outro relacionamento sem sucesso, resolve fazer uma viagem de um ano para autoconhecimento e busca pelo equilíbrio.
A primeira parada é na Itália, em Roma estudou a arte do prazer, aprendeu italiano e engordou 11 quilos os mais felizes de sua vida, no livro uma parte chata. No filme, as imagens, as comidas, a língua, a trilha sonora foram encantadoras. Eles têm um dizer para a arte de não fazer nada, que eu deveria aprender, mas não moraria onde ela morou, nem por autoconhecimento.
Na Índia se dedicou á arte da devoção e exploração espiritual, mas eu também passo, o Deus está comigo e em mim não preciso buscá-lo em outro lugar.
Na Indonésia, em Bali, estudou a arte do equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Vários fatores me fizeram gostar do local: as acomodações confortáveis, a paisagem, a música brasileira, os ensinamentos de um xamã e o encontro com o amor.
O contato com culturas e pessoas tão diferentes trouxe e reflexão que família são as pessoas que escolhemos para partilhar a vida. Teve várias frases que gostaria de ter decorado, não tenho essa habilidade, mas a que ter filhos é como fazer uma tatuagem no rosto, essa veio ao encontro do que penso e é assustador e ao mesmo tempo lindo, quando se tem filhos que se encaixam dentro das expectativas sociais, melhor ainda.
Já tive vontade de sair pelo mundo e saber quem eu realmente sou, me reconhecer no desconhecido, hoje já tenho as respostas mais importantes. Aonde coloco os meus pensamentos e sentimentos é ai que estou.
Júlia Roberts e Javier Bardem, protagonistas formam um belo casal no filme que não teve cenas de sexo e nem exposição erótica mostrando e essência da busca.
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Viagem de Estudos
Ontem, 27/10/10, às 2 horas, os alunos dos segundos anos do Integrado UPF, juntamente com o professor de Biologia e eu de Geografia realizaram uma viagem de estudos na região de Cambará do Sul, onde se localiza canyons, como o Fortaleza, os Parques Estadual do Tainhas e o Nacional dos Aparados da Serra.
Há cerca de 120 milhões de anos, na era Mezosoica, a bacia sedimentar do Paraná passou por um intenso vulcanismo, houve vários derrames de lava e ao se consolidar formou rochas basálticas no norte do estado e na maior parte do Planalto Meridional do Brasil.
No processo orogenético da formação da Cordilheira dos Andes, na era Cenozoica, a Bacia do Paraná foi soerguida, sofrendo em conseqüência inúmeras fissuras e grandes falhas em suas bordas. Sobre as juntas muitos rios se encaixaram e, graças à erosão deram origens a gargantas e vales profundos.
O bioma da região pertence à Mata Atlântica e na visita ao Parque Nacional dos Aparados da Serra e ao Parque Estadual Tainhas foi possível observar aspectos geográficos e biológicos, oportunizando aos alunos uma visão interdisciplinar e contextualizada da região.
Chegamos a Cambará do Sul por volta das 8 horas, tomamos café num lugar com arquitetura rústica, típica da região e em seguida visitamos o canyon Fortaleza, onde até foi possível visualizar as dunas de Torres no litoral, lagoas e áreas inundadas, pela altitude do lugar e tempo limpo, foi uma boa caminhada. Na volta foi à vez da Pedra do Segredo, mais caminhada e um rio raso para atravessar. O almoço campeiro, não deixou a desejar, após só queríamos uma hora de soneca para descansar, o que não foi possível.
Às 14 horas, fomos em direção ao Parque Estadual do Tainhas, por um caminho mais longo e de uma paisagem deslumbrante. Entre todas as memórias, a travessia do rio Tainhas (quatro vezes), a pé, será inesquecível até porque nunca havia ficado tanto tempo com tênis e calça molhada como ontem, foi uma aventura recompensada pela visão da cachoeira, com uma grande queda, que foi possível ser vista de cima e de baixo.
Fomos recebidos e acompanhados pelos funcionários da Secretaria do Meio Ambiente do RS, ouvimos muitas explicações do gestor e da Prô Milene ( ex prô do Integrado e hoje funcionária do Parque), lanchamos e retornamos para Passo Fundo à 1 hora de hoje.
Observar os alunos, suas reações e ações, ouvir conversas e conversar com eles é a parte inestimável da atividade de viagem de estudos. Só tenho elogios e agradecimentos a todos, são inteligentes, maduros, responsáveis e companheiros de aventuras.
Quanto a mim, acho que deixei a desejar, pois tive que me “ comportar” como uma das responsáveis por eles e não me “loquiar”, adoro essas atividades e às vezes tenho ações pouco seguras, tive que me controlar. Também passei muito frio na ida e dormi muito pouco, o que é um veneno para a minha disposição normal. Mas realizei todas as atividades...
Acredito que essa viagem ficará para sempre na memória emocional de todos e o objetivo da Geografia atingido:
“O ensino da Geografia no século XXI, portanto, deve ensinar - ou melhor, deixar o aluno descobrir - o mundo em que vivemos, com especial atenção para a globalização e as escalas local e nacional, devem enfocar criticamente a questão ambiental e as relações sociedade natureza, deve realizar constantemente estudos do meio e deve levar os educandos a interpretar fatos, mapas e paisagens". VESENTINI,1995.
Há cerca de 120 milhões de anos, na era Mezosoica, a bacia sedimentar do Paraná passou por um intenso vulcanismo, houve vários derrames de lava e ao se consolidar formou rochas basálticas no norte do estado e na maior parte do Planalto Meridional do Brasil.
No processo orogenético da formação da Cordilheira dos Andes, na era Cenozoica, a Bacia do Paraná foi soerguida, sofrendo em conseqüência inúmeras fissuras e grandes falhas em suas bordas. Sobre as juntas muitos rios se encaixaram e, graças à erosão deram origens a gargantas e vales profundos.
O bioma da região pertence à Mata Atlântica e na visita ao Parque Nacional dos Aparados da Serra e ao Parque Estadual Tainhas foi possível observar aspectos geográficos e biológicos, oportunizando aos alunos uma visão interdisciplinar e contextualizada da região.
Chegamos a Cambará do Sul por volta das 8 horas, tomamos café num lugar com arquitetura rústica, típica da região e em seguida visitamos o canyon Fortaleza, onde até foi possível visualizar as dunas de Torres no litoral, lagoas e áreas inundadas, pela altitude do lugar e tempo limpo, foi uma boa caminhada. Na volta foi à vez da Pedra do Segredo, mais caminhada e um rio raso para atravessar. O almoço campeiro, não deixou a desejar, após só queríamos uma hora de soneca para descansar, o que não foi possível.
Às 14 horas, fomos em direção ao Parque Estadual do Tainhas, por um caminho mais longo e de uma paisagem deslumbrante. Entre todas as memórias, a travessia do rio Tainhas (quatro vezes), a pé, será inesquecível até porque nunca havia ficado tanto tempo com tênis e calça molhada como ontem, foi uma aventura recompensada pela visão da cachoeira, com uma grande queda, que foi possível ser vista de cima e de baixo.
Fomos recebidos e acompanhados pelos funcionários da Secretaria do Meio Ambiente do RS, ouvimos muitas explicações do gestor e da Prô Milene ( ex prô do Integrado e hoje funcionária do Parque), lanchamos e retornamos para Passo Fundo à 1 hora de hoje.
Observar os alunos, suas reações e ações, ouvir conversas e conversar com eles é a parte inestimável da atividade de viagem de estudos. Só tenho elogios e agradecimentos a todos, são inteligentes, maduros, responsáveis e companheiros de aventuras.
Quanto a mim, acho que deixei a desejar, pois tive que me “ comportar” como uma das responsáveis por eles e não me “loquiar”, adoro essas atividades e às vezes tenho ações pouco seguras, tive que me controlar. Também passei muito frio na ida e dormi muito pouco, o que é um veneno para a minha disposição normal. Mas realizei todas as atividades...
Acredito que essa viagem ficará para sempre na memória emocional de todos e o objetivo da Geografia atingido:
“O ensino da Geografia no século XXI, portanto, deve ensinar - ou melhor, deixar o aluno descobrir - o mundo em que vivemos, com especial atenção para a globalização e as escalas local e nacional, devem enfocar criticamente a questão ambiental e as relações sociedade natureza, deve realizar constantemente estudos do meio e deve levar os educandos a interpretar fatos, mapas e paisagens". VESENTINI,1995.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Interação UPF 2010
Hoje a tarde, no Centro de Eventos da UPF, ocorreu nova edição do Interação, oportunidade de alunos do Ensino Médio conhecerem o campus e os cursos oferecidos pela instituição.
Aos professores foi proporcionado um ciclo de palestras e um espaço para debates coordenado por professoras do Curso de Educação.
Nomearei algumas idéias apresentadas como subsídio na tarefa de se ensinar no Ensino Médio:
- A importância da qualificação em serviço versos a carga horária elevada da maioria dos professores;
- Organizar a Proposta Pedagógica baseada nos artigos 35 e 36 da LDB, nas diretrizes curriculares, por áreas do conhecimento e nos quatro pilares (aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser);
- A docência exige uma conversa transgeracional, é necessário saber o que os jovens pensam, falam que espaços transitam, e a jovialidade é uma prerrogativa do professor;
- A neurociência explica que o processamento cerebral dessa geração é diferente, as tecnologias da informação desde muito cedo possibilita sínteses a partir de indícios e as redes sociais e as multitarefa ilustram bem essa realidade. Mas será que toda essa informação vira conhecimento?
- Aos professores cabe três saberes, científico: o conteúdo em si, empírico: as experiências, as relações conteúdo cotidiano, exemplos, como ensinar para que se aprenda a aprender e com significado e pedagógicos: como ensinar diante dos desafios de quem não quer aprender?
- É preciso que os sujeitos aprendam significativamente, é preciso ter o domínio dos conceitos, se problematize o conceito e se aplique no cotidiano;
“Se não esperançar com o ato de ensinar como esperançar com o ato de aprender?”
O nosso compromisso deve ser em favor da vida!
Aos professores foi proporcionado um ciclo de palestras e um espaço para debates coordenado por professoras do Curso de Educação.
Nomearei algumas idéias apresentadas como subsídio na tarefa de se ensinar no Ensino Médio:
- A importância da qualificação em serviço versos a carga horária elevada da maioria dos professores;
- Organizar a Proposta Pedagógica baseada nos artigos 35 e 36 da LDB, nas diretrizes curriculares, por áreas do conhecimento e nos quatro pilares (aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser);
- A docência exige uma conversa transgeracional, é necessário saber o que os jovens pensam, falam que espaços transitam, e a jovialidade é uma prerrogativa do professor;
- A neurociência explica que o processamento cerebral dessa geração é diferente, as tecnologias da informação desde muito cedo possibilita sínteses a partir de indícios e as redes sociais e as multitarefa ilustram bem essa realidade. Mas será que toda essa informação vira conhecimento?
- Aos professores cabe três saberes, científico: o conteúdo em si, empírico: as experiências, as relações conteúdo cotidiano, exemplos, como ensinar para que se aprenda a aprender e com significado e pedagógicos: como ensinar diante dos desafios de quem não quer aprender?
- É preciso que os sujeitos aprendam significativamente, é preciso ter o domínio dos conceitos, se problematize o conceito e se aplique no cotidiano;
“Se não esperançar com o ato de ensinar como esperançar com o ato de aprender?”
O nosso compromisso deve ser em favor da vida!
domingo, 24 de outubro de 2010
Catarse
Escrever para mim é uma catarse. Uma forma de me colocar sem pesar, isto é, nesse cotidiano de muito trabalho e pouco tempo é impossível partilhar com os afetos o dia a dia, opinar seja sobre a situação do tempo, seja do cenário político, seja de qualquer instância da vida.
Esse blog começou de brincadeira e tornou-se uma válvula de escape para canalizar minhas emoções como a de hoje ao ouvir relatos da viagem de Mamãe pelo Nordeste. Sentir a sua alegria, ouvir que andou em um barco de 180 lugares, de buggy, de teleférico, que subiu uma duna muito alta, se aventurou de coletivo urbano por Aracajú, viu o Rio São Francisco, visitou praias onde foram filmadas novelas e filmes, etc.
Quando que há alguns anos atrás eu ouviria tais relatos? Quando que ouviria que o próximo destino será Portugal e Itália no ano que vem? Realmente a vida é cheia de mistérios e o ser humano uma caixinha de surpresas. Precisamos desconstruir conceitos e preconceitos e nos atirar nessa experiência única que é viver.
Assim vejo luz no final do túnel e daqui a onze anos estarei também aposentada (se a Lei da Previdência não mudar por aqui também) e com esse mundão de Deus para desbravar.
Em momentos assim o samba (meu hino) de Martinho da Vila vem à cabeça “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...”
Esse blog começou de brincadeira e tornou-se uma válvula de escape para canalizar minhas emoções como a de hoje ao ouvir relatos da viagem de Mamãe pelo Nordeste. Sentir a sua alegria, ouvir que andou em um barco de 180 lugares, de buggy, de teleférico, que subiu uma duna muito alta, se aventurou de coletivo urbano por Aracajú, viu o Rio São Francisco, visitou praias onde foram filmadas novelas e filmes, etc.
Quando que há alguns anos atrás eu ouviria tais relatos? Quando que ouviria que o próximo destino será Portugal e Itália no ano que vem? Realmente a vida é cheia de mistérios e o ser humano uma caixinha de surpresas. Precisamos desconstruir conceitos e preconceitos e nos atirar nessa experiência única que é viver.
Assim vejo luz no final do túnel e daqui a onze anos estarei também aposentada (se a Lei da Previdência não mudar por aqui também) e com esse mundão de Deus para desbravar.
Em momentos assim o samba (meu hino) de Martinho da Vila vem à cabeça “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...”
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Dia de Campo da Emater
Durante uns dez anos realizei Trabalho de Campo (TC) em Povinho Velho por abrigar as nascentes dos Rios Passo Fundo e Jacuí, o mais importante do estado.
Hoje acompanhei o segundo ano do IMD, num Dia de Campo da Emater, Embrapa e UPF. Recebemos muitas informações sobre a importância da região, explicações históricas e sensibilização para cuidados ambientais.
Foi uma experiência boa, passou em minha mente muitas das turmas levadas por mim e fatos pitorescos ocorridos, como o dia em que andamos mais do que o normal tendo que pegar o asfalto para voltar ao ônibus e andar alguns quilômetros, havia uma aluna de salto agulha no meio da mata, mesmo eu tendo orientado da vestimenta adequada. Em outra ocasião alguns alunos não quiseram descer do ônibus para verificar as condições do Rio Passo Fundo na ponte de Embrapa alegando o mau cheiro. Mas realizar Trabalho de Campo com chuva só para os muito corajosos, isso também aconteceu.
Numa oportunidade estava ocorrendo Jornada de Literatura em Passo Fundo e coincidiu com um TC, o escritor Sérgio Caparelli leu num jornal local que acompanhou nossa atividade e pediu para conhecer as professoras responsáveis por “aula” tão diferente, o encontro foi registrado e divulgado na Zero Hora.
Nos últimos anos, por motivos os mais variados não realizei mais TC em Povinho Velho. Hoje, agreguei alguns conhecimentos, pude contribuir com outros e tive recordações gratificantes.
Acredito que são essas atividades que tornam a vida escolar cheia de significado e de memórias permanentes.
Essa mesma turma do IMD, dividida em grupos, realizou um TC interdisciplinar que será apresentado na Feira Científico da Escola através de vídeos. Estou ansiosa para verificar o resultado.
Hoje acompanhei o segundo ano do IMD, num Dia de Campo da Emater, Embrapa e UPF. Recebemos muitas informações sobre a importância da região, explicações históricas e sensibilização para cuidados ambientais.
Foi uma experiência boa, passou em minha mente muitas das turmas levadas por mim e fatos pitorescos ocorridos, como o dia em que andamos mais do que o normal tendo que pegar o asfalto para voltar ao ônibus e andar alguns quilômetros, havia uma aluna de salto agulha no meio da mata, mesmo eu tendo orientado da vestimenta adequada. Em outra ocasião alguns alunos não quiseram descer do ônibus para verificar as condições do Rio Passo Fundo na ponte de Embrapa alegando o mau cheiro. Mas realizar Trabalho de Campo com chuva só para os muito corajosos, isso também aconteceu.
Numa oportunidade estava ocorrendo Jornada de Literatura em Passo Fundo e coincidiu com um TC, o escritor Sérgio Caparelli leu num jornal local que acompanhou nossa atividade e pediu para conhecer as professoras responsáveis por “aula” tão diferente, o encontro foi registrado e divulgado na Zero Hora.
Nos últimos anos, por motivos os mais variados não realizei mais TC em Povinho Velho. Hoje, agreguei alguns conhecimentos, pude contribuir com outros e tive recordações gratificantes.
Acredito que são essas atividades que tornam a vida escolar cheia de significado e de memórias permanentes.
Essa mesma turma do IMD, dividida em grupos, realizou um TC interdisciplinar que será apresentado na Feira Científico da Escola através de vídeos. Estou ansiosa para verificar o resultado.
domingo, 17 de outubro de 2010
Ser professora
Acho que já nasci professora, veio com o DNA, lembro-me de brincar de aula com alunos imaginários desde sempre. Convivi e me espelhei nas professoras da família. Vim para Passo Fundo na década de 80 para estudar Magistério no Ensino Médio e então ser professora.
Sempre que aparecia uma oportunidade ia a alguma escola estadual substituir professoras e obter a tão importante experiência. No meu estágio, na Escola Estadual Eulina Braga lecionei para o filho da Diretora, meu primeiro grande desafio.
Iniciei minha vida profissional com uma turma de 3ª série no Instituto Educacional (IE). Meu estágio de faculdade realizei no Conceição e recebi o convite para continuar como professora titular(não aceitei). Trabalhei com Educação de Jovens e Adultos no Garra quando conveniado com o IE, depois assumi meu primeiro concurso no Estado 1996, em 1997 fui para o IMD, em 1999 para o Integrado e em 2003 trabalhei com Concursos na área de Conhecimentos Gerais.
Hoje convivo com profissionais da educação das mais diversas correntes e posturas pedagógicas:pragmáticos, humanistas, estudiosos e a todos eu agradeço a convivência e reverencio, pois todos, sem exceção só dão aporte a minha opção diária por participar da evolução de seres humanos, possibilitada pela educação.
Vivo e respiro a minha profissão seja nos livros que leio, nos filmes que assisto, nas viagens que faço e até nas que planejo tudo tem como referência maior a minha profissão.
Anseio por dias melhores, em que o magistério volte a ocupar posição privilegiada e que sejamos remunerados dignamente pela importância da nossa profissão na construção de uma sociedade culta e cidadã.
Sempre que aparecia uma oportunidade ia a alguma escola estadual substituir professoras e obter a tão importante experiência. No meu estágio, na Escola Estadual Eulina Braga lecionei para o filho da Diretora, meu primeiro grande desafio.
Iniciei minha vida profissional com uma turma de 3ª série no Instituto Educacional (IE). Meu estágio de faculdade realizei no Conceição e recebi o convite para continuar como professora titular(não aceitei). Trabalhei com Educação de Jovens e Adultos no Garra quando conveniado com o IE, depois assumi meu primeiro concurso no Estado 1996, em 1997 fui para o IMD, em 1999 para o Integrado e em 2003 trabalhei com Concursos na área de Conhecimentos Gerais.
Hoje convivo com profissionais da educação das mais diversas correntes e posturas pedagógicas:pragmáticos, humanistas, estudiosos e a todos eu agradeço a convivência e reverencio, pois todos, sem exceção só dão aporte a minha opção diária por participar da evolução de seres humanos, possibilitada pela educação.
Vivo e respiro a minha profissão seja nos livros que leio, nos filmes que assisto, nas viagens que faço e até nas que planejo tudo tem como referência maior a minha profissão.
Anseio por dias melhores, em que o magistério volte a ocupar posição privilegiada e que sejamos remunerados dignamente pela importância da nossa profissão na construção de uma sociedade culta e cidadã.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dia da Criança
Todos carregamos a criança que um dia fomos, deveríamos alimentar a arte de sonhar e de brincar, a ludicidade ajuda a enfrentar a vida com leveza e equilíbrio.
Criança simboliza inocência, ternura e amor, ela está aberta para aprender a ser, a família é a primeira e principal responsável por apresentar o mundo à criança, ensiná-la a ver, sentir e interagir com o outro. É através dos valores e da educação recebida que a criança irá se tornar um ser realmente humano.
Na escola vem à fase da socialização e da ampliação do mundo, o contato com outros valores leva a criança a resignificar o aprendido na família e a construir sua identidade.
Algumas dicas para nós adultos enfrentarmos com leveza e equilíbrio o dia a dia, retiradas da ZH de 02/10/10:
... deixar a infantilidade de lado, tolerando as frustrações e não querendo tudo para já.
... usar seus recursos naturais, como experiência e inteligência, para corrigir, constantemente, o seu modo de agir.
... tentar ser razoável com seus desejos e com as demandas do mundo externo. Não adianta se agoniar tentando ter tudo e ser tudo o que deseja e admira.
... manter presentes o bem-estar e o equilíbrio emocional, gerando a capacidade de adaptação às dificuldades da vida. É justo sofrer e chorar, mas é preciso encontrar os momentos adequados para isso.
... ter prazer nos vínculos sociais, familiares e as experiências compartilhadas.
Criança simboliza inocência, ternura e amor, ela está aberta para aprender a ser, a família é a primeira e principal responsável por apresentar o mundo à criança, ensiná-la a ver, sentir e interagir com o outro. É através dos valores e da educação recebida que a criança irá se tornar um ser realmente humano.
Na escola vem à fase da socialização e da ampliação do mundo, o contato com outros valores leva a criança a resignificar o aprendido na família e a construir sua identidade.
Algumas dicas para nós adultos enfrentarmos com leveza e equilíbrio o dia a dia, retiradas da ZH de 02/10/10:
... deixar a infantilidade de lado, tolerando as frustrações e não querendo tudo para já.
... usar seus recursos naturais, como experiência e inteligência, para corrigir, constantemente, o seu modo de agir.
... tentar ser razoável com seus desejos e com as demandas do mundo externo. Não adianta se agoniar tentando ter tudo e ser tudo o que deseja e admira.
... manter presentes o bem-estar e o equilíbrio emocional, gerando a capacidade de adaptação às dificuldades da vida. É justo sofrer e chorar, mas é preciso encontrar os momentos adequados para isso.
... ter prazer nos vínculos sociais, familiares e as experiências compartilhadas.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Alegria
Alegria é um sentimento que humaniza, contagia, agrega e atrai. Não vejo contraindicação na alegria e receber essa característica de alunos inteligentes e adolescentes é, então, motivo para mais alegria e comprometimento de minha parte. Essa e outros aspectos positivos foram destacados no Colegiado do Integrado, ontem à tarde na UPF, em relação a minha atuação docente.
Alegria é uma opção diária, é um exercício de inteligência emocional e uma meta para mim que não concebe educação sem o prazer de ensinar e aprender. Acredito que o professor não será substituído pelas multimídias justamente pela interação com o aluno. Conhecimento por conhecimento o Google dá conta de oferecer, mas é na relação de afetividade que se constrói uma cultura permanente e significativa.
A maternidade e a maturidade me ensinam muito, principalmente a não ser a palmatória do mundo, a dar respostas prontas o tempo todo sobre tudo, a ter paciência, tolerância, empatia, acreditar no tempo diferenciado de cada aluno no processo de aprendizagem, ouvir muito e falar só se for para validar as pessoas.
Essa é uma longa caminhada de autoconhecimento e entendimento da nossa insignificância diante do mistério da vida, pudera, falta somente seis anos para me aposentar do ensino privado, hoje trabalho com colegas que estavam no ensino fundamental quando eu já estava em sala de aula, assim, como estou tendo o privilégio de trabalhar com ex-alunos, esse é o ganho de se dedicar a educação por vocação, quanto mais o tempo passa mais se adquire sabedoria que segundo Scliar “Nós não nascemos sábios, não nascemos com essa compreensão: temos de adquiri-la através da vida, e isso se faz mediante conhecimento... aprendemos a não nos deixar iludir por nossa arrogância, a reconhecer nossas limitações e defeitos, a pensar e a agir de forma serena... é agir bem, resolvendo os problemas de forma eficaz, ética e decente".
Alegria é uma opção diária, é um exercício de inteligência emocional e uma meta para mim que não concebe educação sem o prazer de ensinar e aprender. Acredito que o professor não será substituído pelas multimídias justamente pela interação com o aluno. Conhecimento por conhecimento o Google dá conta de oferecer, mas é na relação de afetividade que se constrói uma cultura permanente e significativa.
A maternidade e a maturidade me ensinam muito, principalmente a não ser a palmatória do mundo, a dar respostas prontas o tempo todo sobre tudo, a ter paciência, tolerância, empatia, acreditar no tempo diferenciado de cada aluno no processo de aprendizagem, ouvir muito e falar só se for para validar as pessoas.
Essa é uma longa caminhada de autoconhecimento e entendimento da nossa insignificância diante do mistério da vida, pudera, falta somente seis anos para me aposentar do ensino privado, hoje trabalho com colegas que estavam no ensino fundamental quando eu já estava em sala de aula, assim, como estou tendo o privilégio de trabalhar com ex-alunos, esse é o ganho de se dedicar a educação por vocação, quanto mais o tempo passa mais se adquire sabedoria que segundo Scliar “Nós não nascemos sábios, não nascemos com essa compreensão: temos de adquiri-la através da vida, e isso se faz mediante conhecimento... aprendemos a não nos deixar iludir por nossa arrogância, a reconhecer nossas limitações e defeitos, a pensar e a agir de forma serena... é agir bem, resolvendo os problemas de forma eficaz, ética e decente".
sábado, 2 de outubro de 2010
Letra do rap
APRENDENDO E ENSINANDO
Vivo a vida
No preto e no branco
Na escola, na esquina
Aprendendo e ensinando
Normalmente é assim
Vivo pra você e pra mim
Com o livro na mão
E os pés no chão
Na caminhada da vida
Aprender é a maior lição
Trilhei esse caminho
Não sei o que é que tem
Na presença dos alunos
A história de alguém
Aquele que aprendeu
O que o mundo diz
Sofrendo no trampo
E erguendo o nariz
Com os olhos fechados
Vejo a realidade
Crianças sofrendo
Nas ruas da cidade
Aqueles pequenos
Sem oportunidade
Pois é seus pais
Que fazem suas identidades
Passado, presente
Eis a questão
Pois seu futuro
Está em nossas mãos!
Por Arieli da turma 102 do AXO.
Vivo a vida
No preto e no branco
Na escola, na esquina
Aprendendo e ensinando
Normalmente é assim
Vivo pra você e pra mim
Com o livro na mão
E os pés no chão
Na caminhada da vida
Aprender é a maior lição
Trilhei esse caminho
Não sei o que é que tem
Na presença dos alunos
A história de alguém
Aquele que aprendeu
O que o mundo diz
Sofrendo no trampo
E erguendo o nariz
Com os olhos fechados
Vejo a realidade
Crianças sofrendo
Nas ruas da cidade
Aqueles pequenos
Sem oportunidade
Pois é seus pais
Que fazem suas identidades
Passado, presente
Eis a questão
Pois seu futuro
Está em nossas mãos!
Por Arieli da turma 102 do AXO.
A saga do rap
Ontem, no IMD, entrei no 2º ano dançando e cantando o rap, surpresa misturada com “ai meu Deus quem fez isso”, foi o início da manhã (confira no vídeo ao lado), muitas dicas recebi e muita risada demos, faz parte do currículo oculto, onde o professor mostra o seu lado humano, no meu caso, o de criança feliz. No 3º e no 1º ano tudo de novo, afinal precisava ensaiar.
Em casa, às 10h30 minutos abro meu e-mail e meu genro havia mandado algumas outras opções de batidas para o rap, a Giulia chegou da UPF e os ensaios aconteceram, recebi a avaliação de progressos e ouvir suas argumentações foi o que mais valeu à pena, fora as risadas nas turmas, é claro. Ela fez dança, teatro, piano e teclado, possui bagagem cultural e isso reforça a minha opção por investir em educação. Valeu o incentivo!
À tarde na EENAV me “apresentei” nas quatro turmas que dei aula, mais risadas e uma mostra do lado descontraído da prô.
Às 18 horas, no AXO, iniciou a Gincana de Professores, foi um momento único, de muita criatividade e integração. Tiramos o último lugar, a pauta artística estava toda no mesmo nível e o desempate ficou por conta das doações. Quanto ao rap, não deixei a desejar, dou minha cara a tapa, é uma característica, quanto às interpretações cada um carrega conceitos e preconceitos, uma coisa é certa, com os alunos foi mais gratificante e divertido.
Foi uma semana diferente, me desestressei, consegui mostrar um lado que causou todos os tipos de reações e ficou gravado na minha memória emocional positivamente esse momento.
Obrigada galera legal de todas as escolas pelo incentivo.
Em casa, às 10h30 minutos abro meu e-mail e meu genro havia mandado algumas outras opções de batidas para o rap, a Giulia chegou da UPF e os ensaios aconteceram, recebi a avaliação de progressos e ouvir suas argumentações foi o que mais valeu à pena, fora as risadas nas turmas, é claro. Ela fez dança, teatro, piano e teclado, possui bagagem cultural e isso reforça a minha opção por investir em educação. Valeu o incentivo!
À tarde na EENAV me “apresentei” nas quatro turmas que dei aula, mais risadas e uma mostra do lado descontraído da prô.
Às 18 horas, no AXO, iniciou a Gincana de Professores, foi um momento único, de muita criatividade e integração. Tiramos o último lugar, a pauta artística estava toda no mesmo nível e o desempate ficou por conta das doações. Quanto ao rap, não deixei a desejar, dou minha cara a tapa, é uma característica, quanto às interpretações cada um carrega conceitos e preconceitos, uma coisa é certa, com os alunos foi mais gratificante e divertido.
Foi uma semana diferente, me desestressei, consegui mostrar um lado que causou todos os tipos de reações e ficou gravado na minha memória emocional positivamente esse momento.
Obrigada galera legal de todas as escolas pelo incentivo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O rap
Então, cheguei no AXO, na quinta-feira dia 23/09 e recebi a informação e ou convite, da minha equipe de gincana de professores de apresentar um rap. Como sou muito responsável, e não ajudei em nada, não pensei na possibilidade de dizer não, e aí começa a minha saga.
Solicitei da Arieli da turma 102 uma letra e ela fez, do Maicom da turma 101 recebi a batida, escolher a melhor para a letra ficou por conta de dois alunos da turma 63 da EENAV, o José e o Pedro. O Matheus da turma 321 do Integrado me emprestou uma corrente e a Mariana da turma 221 a calça para compor o visual. Os passos, esses tiveram vários professores,mas a Cíntia, a Elenize e a Daniele alunas da turma 102 do AXO foram incansáveis e ouvir de alguns meninos que eu não tinha “jeito” foi a parte mais divertida.
Da Giulia recebi teoria, movimentos e vídeos do You Tube e é claro o veredicto: “Mãe, você parece uma marionete, quando mexe os braços, esquece as pernas, se solte”.
A minha auto estima começou a ficar abalada, pois não é tão fácil assim, eu adoro dançar, mas do meu “jeito”, fiquei pela primeira vez, com vontade de fazer aula de dança e imitar alguém.
Agora, irei adequar a batida com a letra, quanto aos movimentos seja o que Deus quiser, uma coisa é certa, foi uma semana divertida, pois várias turmas informadas da minha missão me ajudaram e riram muito de mim, faz parte do show.
Amanhã é o grande dia, se não houver comentários da minha parte, seja elegante e nunca toque no assunto, talvez só horas de terapia resolva, hahaha.
Solicitei da Arieli da turma 102 uma letra e ela fez, do Maicom da turma 101 recebi a batida, escolher a melhor para a letra ficou por conta de dois alunos da turma 63 da EENAV, o José e o Pedro. O Matheus da turma 321 do Integrado me emprestou uma corrente e a Mariana da turma 221 a calça para compor o visual. Os passos, esses tiveram vários professores,mas a Cíntia, a Elenize e a Daniele alunas da turma 102 do AXO foram incansáveis e ouvir de alguns meninos que eu não tinha “jeito” foi a parte mais divertida.
Da Giulia recebi teoria, movimentos e vídeos do You Tube e é claro o veredicto: “Mãe, você parece uma marionete, quando mexe os braços, esquece as pernas, se solte”.
A minha auto estima começou a ficar abalada, pois não é tão fácil assim, eu adoro dançar, mas do meu “jeito”, fiquei pela primeira vez, com vontade de fazer aula de dança e imitar alguém.
Agora, irei adequar a batida com a letra, quanto aos movimentos seja o que Deus quiser, uma coisa é certa, foi uma semana divertida, pois várias turmas informadas da minha missão me ajudaram e riram muito de mim, faz parte do show.
Amanhã é o grande dia, se não houver comentários da minha parte, seja elegante e nunca toque no assunto, talvez só horas de terapia resolva, hahaha.
domingo, 26 de setembro de 2010
Eleições 2010
Quando criança, então época da Ditadura Militar, em Esmeralda, existia dois partidos políticos, a Arena e o MDB, as famílias eram conhecidas como militantes de um ou outro partido e as rivalidades seguiam ao túmulo. Época de eleição era uma “guerra” ainda mais para mim que pertencia a famílias tradicionais e rivais na política, meus bisavôs foram fundadores da cidade. Tudo era intenso e muito sério na percepção de uma criança.
Acompanhei pela mídia o adoecimento de Tancredo Neves, então líder e mártir de era pós ditadura e democracia que estava nascendo.
Lembro, como se fosse hoje, o Plano Collor sendo anunciado na TV e o pânico de quem tinha todo o seu dinheiro em aplicações financeiras.
O governo Itamar Franco, com a estabilização da moeda e depois Fernando Henrique Cardoso, com sua política neoliberal, tão criticada pelos opositores, mas hoje avaliada como decisiva para o desenvolvimento do Brasil atual.
Os oito anos do Governo Lula chegam ao fim e o país apresenta números antes nunca imaginados seja em índices sociais, seja em infra-estruturas, juntamente com escândalos de corrupção, diga-se de passagem, presentes em nossa história desde sempre.
Agora um novo pleito se avizinha e iremos democraticamente às urnas escolher nossos representantes e então recordo da infância durante o “milagre brasileiro” ( década de 70), a adolescência na “década perdida” ( década de 80), o casamento na “era das privatizações” ( década de 90), a maternidade no início da estabilização econômica e hoje pertenço a um país caracterizado como emergente, participante do G 20 e aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Passei por todas essas revoluções e quando estamos no processo é muito difícil avaliar, mas dia 03/10 é decisivo para continuarmos construindo nossa história, o seu e o meu voto fazem a diferença.Leia, pesquise, pergunte e exerça a sua cidadania, vote com consciência.
Acompanhei pela mídia o adoecimento de Tancredo Neves, então líder e mártir de era pós ditadura e democracia que estava nascendo.
Lembro, como se fosse hoje, o Plano Collor sendo anunciado na TV e o pânico de quem tinha todo o seu dinheiro em aplicações financeiras.
O governo Itamar Franco, com a estabilização da moeda e depois Fernando Henrique Cardoso, com sua política neoliberal, tão criticada pelos opositores, mas hoje avaliada como decisiva para o desenvolvimento do Brasil atual.
Os oito anos do Governo Lula chegam ao fim e o país apresenta números antes nunca imaginados seja em índices sociais, seja em infra-estruturas, juntamente com escândalos de corrupção, diga-se de passagem, presentes em nossa história desde sempre.
Agora um novo pleito se avizinha e iremos democraticamente às urnas escolher nossos representantes e então recordo da infância durante o “milagre brasileiro” ( década de 70), a adolescência na “década perdida” ( década de 80), o casamento na “era das privatizações” ( década de 90), a maternidade no início da estabilização econômica e hoje pertenço a um país caracterizado como emergente, participante do G 20 e aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Passei por todas essas revoluções e quando estamos no processo é muito difícil avaliar, mas dia 03/10 é decisivo para continuarmos construindo nossa história, o seu e o meu voto fazem a diferença.Leia, pesquise, pergunte e exerça a sua cidadania, vote com consciência.
Estão todos bem
Este filme, protagonizado por Robert de Niro, possibilita uma incursão ao universo familiar de uma forma muito singular. A pergunta que fica é qual a cobrança que se deve fazer aos filhos, ou ainda, a tênue linha entre exigência e semear sonhos e depois aceitar as escolhas dos filhos, que talvez seja diferente do que foi sonhado pelos pais.
A história mexeu comigo, porque sou exigente com minhas filhas e trabalho muito para que tenham um futuro bom. Mas e se essa cobrança servir para paralisar e não para impulsionar? As dúvidas são muitas, como indivíduos únicos, não existem receitas, aí reside o maior desafio e angústia para nós pais.
O que é mais definitivo na construção humana, a genética? O ambiente? O exemplo? As experiências? Às vezes possuo todas essas respostas, às vezes espero o futuro me responder e com fé acredito estar no caminho certo.
Cresci e me construí num ambiente de professores, logo, eu queria ser uma. Hoje, analiso e vejo que deveria ter construído mais, feito mestrado e doutorado, trabalhar menos e possuir uma remuneração digna. Talvez seja por isso que sou tão exigente, planto em minhas filhas o buscar mais para que no futuro não se arrependam por terem menos do que poderiam e mereciam. De quem é a culpa? Somente minha e do meu livre arbítrio que através dos modelos escolhidos e do contexto social e econômico da época julgou ser suficiente ser aprovada em dois concursos estaduais (primeiro e segundo lugar), um concurso municipal que não assumi, aprovação numa especialização na UFRGS que optei por realizar na UPF ( filhas pequenas na época), escolas particulares desde sempre e muito trabalho a dezessete anos.
Voltando ao filme, Robert de Niro, viúvo, resolve visitar os filhos que moram espalhados pelos EUA, de surpresa, após todos os quatro terem desmarcado um encontro familiar. Surpreso fica ele ao constatar o quanto tinha sido poupado por sua esposa da história de vida de seus filhos, justamente por ser muito exigente. Ele tinha muito orgulho da história que construiu sobre os filhos, mas...
Assista, se emocione, se irrite com o simplório Pai e reflita como pais e ou como filho o lugar e a importância de cada um nessa construção tão ímpar que é uma família.
A história mexeu comigo, porque sou exigente com minhas filhas e trabalho muito para que tenham um futuro bom. Mas e se essa cobrança servir para paralisar e não para impulsionar? As dúvidas são muitas, como indivíduos únicos, não existem receitas, aí reside o maior desafio e angústia para nós pais.
O que é mais definitivo na construção humana, a genética? O ambiente? O exemplo? As experiências? Às vezes possuo todas essas respostas, às vezes espero o futuro me responder e com fé acredito estar no caminho certo.
Cresci e me construí num ambiente de professores, logo, eu queria ser uma. Hoje, analiso e vejo que deveria ter construído mais, feito mestrado e doutorado, trabalhar menos e possuir uma remuneração digna. Talvez seja por isso que sou tão exigente, planto em minhas filhas o buscar mais para que no futuro não se arrependam por terem menos do que poderiam e mereciam. De quem é a culpa? Somente minha e do meu livre arbítrio que através dos modelos escolhidos e do contexto social e econômico da época julgou ser suficiente ser aprovada em dois concursos estaduais (primeiro e segundo lugar), um concurso municipal que não assumi, aprovação numa especialização na UFRGS que optei por realizar na UPF ( filhas pequenas na época), escolas particulares desde sempre e muito trabalho a dezessete anos.
Voltando ao filme, Robert de Niro, viúvo, resolve visitar os filhos que moram espalhados pelos EUA, de surpresa, após todos os quatro terem desmarcado um encontro familiar. Surpreso fica ele ao constatar o quanto tinha sido poupado por sua esposa da história de vida de seus filhos, justamente por ser muito exigente. Ele tinha muito orgulho da história que construiu sobre os filhos, mas...
Assista, se emocione, se irrite com o simplório Pai e reflita como pais e ou como filho o lugar e a importância de cada um nessa construção tão ímpar que é uma família.
sábado, 18 de setembro de 2010
Melhoreeei
Depois de literalmente ter passado uma semana doente, acordei muito bem hoje, sinto-me como esse sol maravilhoso que brilha lá fora e ainda estou na expectativa de após o almoço visitar Mamãe, o que é tudo de bom. Se não tivesse melhorado é lá que eu iria, junto à natureza, onde o tempo passa bem devagar e tudo o que não é essencial para a manutenção da vida deixa de ter importância. Às vezes penso que um dia vou e não volto mais.
É interessante observar como somos teimosos, falo de mim, mas vejo em outras pessoas também, ficamos dando murros em ponta de faca e achamos que somos invencíveis, até o nosso corpo dar um basta, seja numa doença passageira, seja num câncer terminal, cada dia acredito mais que somos os maiores responsáveis pelas nossas doenças, o emocional tem um peso decisivo para a manutenção da vida e agregando com o espiritual podemos chegar mais fácil ao equilíbrio.
Acredito que esses dias de “repouso” não terão sido em vão, cada grande mudança na vida serve para uma reflexão e consegui ter mais clareza do que é realmente importante, chega do já, agora, sempre e tudo. Custos benefícios serão avaliados e ISO 9000 deixemos para os japoneses.
Meu lema: “Acalme meu passo Senhor, preciso chegar”.
É interessante observar como somos teimosos, falo de mim, mas vejo em outras pessoas também, ficamos dando murros em ponta de faca e achamos que somos invencíveis, até o nosso corpo dar um basta, seja numa doença passageira, seja num câncer terminal, cada dia acredito mais que somos os maiores responsáveis pelas nossas doenças, o emocional tem um peso decisivo para a manutenção da vida e agregando com o espiritual podemos chegar mais fácil ao equilíbrio.
Acredito que esses dias de “repouso” não terão sido em vão, cada grande mudança na vida serve para uma reflexão e consegui ter mais clareza do que é realmente importante, chega do já, agora, sempre e tudo. Custos benefícios serão avaliados e ISO 9000 deixemos para os japoneses.
Meu lema: “Acalme meu passo Senhor, preciso chegar”.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ainda estou
Acordei no domingo com muita dor no corpo e na cabeça, a ponto de querer ir ao pronto socorro às 9 horas. O mal estar era tanto que cheguei chorando, a médica após exame clínico diagnosticou uma otite e fibromialgia, isto é, dores em todo o corpo provocadas por estresse, bingo, lá estava eu fazendo soro com medicação para passar a dor em pleno domingo de manhã, dia e hora que adoro estar em casa lendo e ou preparando aula e ainda estava levando um sermão da médica a respeito da minha rotina de trabalho. Saí com atestado para cinco dias de repouso. Fiquei literalmente de cama domingo, segunda e terça-feira, hoje trabalhei de manhã e passei de cama até às 16 horas, sinto-me cansada, sem energia e preocupada com a demora em melhorar.
Sei que preciso parar um pouco, mas estamos quase no final do ano e quero terminar 2010 com saúde e disposição.
Não me lembro de ter passado tanto tempo me sentindo doente, achei que a minha boa vontade e otimismo era capaz de superar tudo, meu organismo se rebelou, com razão, eu entendo, mas sentir o quanto somos mortais é uma sensação nada boa.
Respeitar os nossos limites é ainda a atitude mais correta a tomar.
Sei que preciso parar um pouco, mas estamos quase no final do ano e quero terminar 2010 com saúde e disposição.
Não me lembro de ter passado tanto tempo me sentindo doente, achei que a minha boa vontade e otimismo era capaz de superar tudo, meu organismo se rebelou, com razão, eu entendo, mas sentir o quanto somos mortais é uma sensação nada boa.
Respeitar os nossos limites é ainda a atitude mais correta a tomar.
sábado, 11 de setembro de 2010
Assim estou
Escrever quando se está bem, motivada por algum estímulo externo e ou acontecimento feliz é muito bom, hoje, porém, estou me sentindo doente, isto é, estou doente. Talvez seja uma virose (nome que se dá para tudo o que não se têm diagnóstico preciso), talvez esteja gripada, com crise de renite ou simplesmente muito cansada que meu organismo sabiamente me fez parar. Sabiamente porque só posso me dar ao luxo de parar no final de semana. Quem sabe foi estresse do tanto que trabalhei no feriado para colocar tudo em ordem (corrigi 2500 questões subjetivas de um trabalho da EENAV, fechamento do AXO, etc.).
Uma coisa é certa, como é bom estar se sentindo bem e com disposição para trabalhar, hoje na Feira Cultural do AXO só tinha vontade de chorar de tão mal que estava, ainda bem que a Sofia viu e me mandou embora, acho que nem tchau eu dei.
Perdi o meu sábado à tarde, que é tão feliz, a começar pelo almoço em família, café no Bourbon e conversa com a minha comadre até umas horas da tarde, por horas na cama de repouso e com muitas dores no corpo e na cabeça.
Senti necessidade de registrar esse momento, em que não tenho vontade nem de ler a ZH, nem de ver os filmes que foram pegos e nem de continuar o meu livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e ainda perdi de jantar com amigos. Minhas filhas foram para uma Festa de 15 anos, lindas e maravilhosas e eu já estou com o sentimento do ninho vazio. Deprimida, eu? Vai saber.
Se eu fosse espirituosa diria que o 11/09/2001 está acontecendo em mim, entenda como quiser, mas não leve muito a sério, pois sou muito teatral.
Tudo passa, amanhã é um novo dia e preciso estar muito melhor para encarar mais uma semana de trabalho.
Uma coisa é certa, como é bom estar se sentindo bem e com disposição para trabalhar, hoje na Feira Cultural do AXO só tinha vontade de chorar de tão mal que estava, ainda bem que a Sofia viu e me mandou embora, acho que nem tchau eu dei.
Perdi o meu sábado à tarde, que é tão feliz, a começar pelo almoço em família, café no Bourbon e conversa com a minha comadre até umas horas da tarde, por horas na cama de repouso e com muitas dores no corpo e na cabeça.
Senti necessidade de registrar esse momento, em que não tenho vontade nem de ler a ZH, nem de ver os filmes que foram pegos e nem de continuar o meu livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e ainda perdi de jantar com amigos. Minhas filhas foram para uma Festa de 15 anos, lindas e maravilhosas e eu já estou com o sentimento do ninho vazio. Deprimida, eu? Vai saber.
Se eu fosse espirituosa diria que o 11/09/2001 está acontecendo em mim, entenda como quiser, mas não leve muito a sério, pois sou muito teatral.
Tudo passa, amanhã é um novo dia e preciso estar muito melhor para encarar mais uma semana de trabalho.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Os bastidores
A Gi tinha o prazo até maio para decidir se queria uma festa de 15 anos ou uma de 16 a moda norte americana, decidiu no último prazo pela festa esse ano. Então era rezar para que o clube e os profissionais escolhidos tivessem disponibilidade na agenda, como por encanto, em uma semana todos os contatos foram feitos e a data marcada.
Começaram então os preparativos: a escolha do vestido foi tensa, não houve acerto no primeiro encontro, mas no segundo a Patrícia do ateliê com a Iraci entendeu o “jeito da Gi” e estava resolvido. O encontro com a Maninha da decoração foi mais fácil, pois ela captou de primeira tudo o que a Gi não queria.O fotógrafo Claúdio Tavares e a Master Vídeo Produções se depararam com uma cliente exigente, crítica e fora dos padrões comuns. Provar os doces da Dona Néia foi à etapa mais fácil. As fotos para o book foram um parto, pois o tempo não ajudava, ele ficou lindo, diferente, mas atrasou muito os convites. A elaboração do convite foi inesquecível, até a atendente da DZ Graf ficou surpresa pela rápida escolha já que o mesmo estava todo planejado pela Gi. Elaborar o cardápio foi tranquílo, pois a Lizete é especial. O contrato da banda ficou por conta do Cristian e da Giulia já que são todos amigos. A conversa com o DJ Joy sobre as músicas foi controversa, mas no final deu tudo certo.
Parece tudo tão simples e até foi, mas administrar o estresse na última semana só com muita paciência por parte de nós pais que contratamos profissionais competentes e confiamos que tudo daria certo. Foram inúmeros e-mails trocados com a Lights up de POA e com o Thiago da decoração e organização, ambos foram maravilhosos.
Consegui passar esses meses sem divulgar informações sobre a festa, nem para a família, para que não houvesse grandes expectativas e nem opiniões, já que o objetivo era agradar a Gi e ela sabia principalmente o que não queria.
Hoje, quase uma semana depois, já estou com saudades da adrenalina e felicidade daquele momento, eu estava realizada tanto quanto o dia em que a Gi nasceu. Tudo saiu como planejado, dentro das expectativas dela e como ela queria, só saiu do protocolo a homenagem que eu fiz a pedido dela e estou curiosa para ver na filmagem o meu desempenho, já que não chorei, afinal já havia chorado muito durante a escrita do texto.
Agradeço a todos que prestigiaram momento único e inesquecível de nossas vidas, principalmente aqueles que ficaram até o final, a galera feliz.
A vida é feita de momentos e partilhá-los com nossos afetos torna nossa passagem por aqui mais significativa.
Começaram então os preparativos: a escolha do vestido foi tensa, não houve acerto no primeiro encontro, mas no segundo a Patrícia do ateliê com a Iraci entendeu o “jeito da Gi” e estava resolvido. O encontro com a Maninha da decoração foi mais fácil, pois ela captou de primeira tudo o que a Gi não queria.O fotógrafo Claúdio Tavares e a Master Vídeo Produções se depararam com uma cliente exigente, crítica e fora dos padrões comuns. Provar os doces da Dona Néia foi à etapa mais fácil. As fotos para o book foram um parto, pois o tempo não ajudava, ele ficou lindo, diferente, mas atrasou muito os convites. A elaboração do convite foi inesquecível, até a atendente da DZ Graf ficou surpresa pela rápida escolha já que o mesmo estava todo planejado pela Gi. Elaborar o cardápio foi tranquílo, pois a Lizete é especial. O contrato da banda ficou por conta do Cristian e da Giulia já que são todos amigos. A conversa com o DJ Joy sobre as músicas foi controversa, mas no final deu tudo certo.
Parece tudo tão simples e até foi, mas administrar o estresse na última semana só com muita paciência por parte de nós pais que contratamos profissionais competentes e confiamos que tudo daria certo. Foram inúmeros e-mails trocados com a Lights up de POA e com o Thiago da decoração e organização, ambos foram maravilhosos.
Consegui passar esses meses sem divulgar informações sobre a festa, nem para a família, para que não houvesse grandes expectativas e nem opiniões, já que o objetivo era agradar a Gi e ela sabia principalmente o que não queria.
Hoje, quase uma semana depois, já estou com saudades da adrenalina e felicidade daquele momento, eu estava realizada tanto quanto o dia em que a Gi nasceu. Tudo saiu como planejado, dentro das expectativas dela e como ela queria, só saiu do protocolo a homenagem que eu fiz a pedido dela e estou curiosa para ver na filmagem o meu desempenho, já que não chorei, afinal já havia chorado muito durante a escrita do texto.
Agradeço a todos que prestigiaram momento único e inesquecível de nossas vidas, principalmente aqueles que ficaram até o final, a galera feliz.
A vida é feita de momentos e partilhá-los com nossos afetos torna nossa passagem por aqui mais significativa.
sábado, 28 de agosto de 2010
Com asas e raízes
Com asas e raízes,assim a Giorgia foi educada e eu já estou chorosa... afinal ,o meu bebê está completando 15 anos, parece que foi ontem que a vi, linda, ela já nasceu linda. Desde sempre a sua personalidade foi se mostrando seja com a fala rápida e articulada desde o início, seja pelas “artes” (e eram muitas, não podia ficar sozinha um minuto) que fazia pela casa ou pela determinação que foi para a escola com um ano e sete meses, sem olhar para trás. Nunca esqueço quando descia para ir para a escola, vestida como uma caixinha de lápis de cor devido às combinações próprias e a argumentação "é o meu jeito".
Na escola fazia e faz amigos com facilidade, desde o início, na San Patric, depois no IE, no IMD e hoje no Integrado. Sempre participando como líder nas atividades, seja na comissão de Formatura, na organização de gincanas e FAPEC, como presidente da sala de aula, participante de grêmio estudantil...Que difícil foi organizar a lista de convidados para a festa, os amigos são muitos. É leal, preocupada, briguenta, confiável e eu diria uma amiga para sempre.
Tem a família como valor e adora reunião, gostaria de ter uma bem grande, fica para ela então constituir e ou agregar a de um futuro companheiro, a nossa é bem pequena.
Possui opinião sobre tudo, como todo adolescente, porém, com argumentos e posicionamentos maduros, engajados em causas sociais e bem longe do lugar comum da superficialidade e exposição física e social da maioria dos jovens.
Sou fã incondicional da Giorgia, pois ela me desafia e educá-la sem abafar tanta LUZ, é um aprendizado constante. Acredito que somos o resultado de um somatório de fatores que contribuíram na nossa constituição de ser humano por isso sinto tranqüilidade de escrever assim e agradeço a todos que até agora acompanham e participam da construção da pessoa linda que é a Gi.
A organização da sua festa foi o ápice da minha certeza que seu futuro será brilhante e os dizeres do seu original convite só confirmam que ela sabe aonde quer chegar:
“Sou como a água, percorro meu caminho sem que nada me detenha. Se encontro um obstáculo, desvio-o, até poder avançar novamente.”
Parabéns Filha muito amada,que Deus Pai te ilumine e proteja e eu Te abençoo hoje e sempre.
Na escola fazia e faz amigos com facilidade, desde o início, na San Patric, depois no IE, no IMD e hoje no Integrado. Sempre participando como líder nas atividades, seja na comissão de Formatura, na organização de gincanas e FAPEC, como presidente da sala de aula, participante de grêmio estudantil...Que difícil foi organizar a lista de convidados para a festa, os amigos são muitos. É leal, preocupada, briguenta, confiável e eu diria uma amiga para sempre.
Tem a família como valor e adora reunião, gostaria de ter uma bem grande, fica para ela então constituir e ou agregar a de um futuro companheiro, a nossa é bem pequena.
Possui opinião sobre tudo, como todo adolescente, porém, com argumentos e posicionamentos maduros, engajados em causas sociais e bem longe do lugar comum da superficialidade e exposição física e social da maioria dos jovens.
Sou fã incondicional da Giorgia, pois ela me desafia e educá-la sem abafar tanta LUZ, é um aprendizado constante. Acredito que somos o resultado de um somatório de fatores que contribuíram na nossa constituição de ser humano por isso sinto tranqüilidade de escrever assim e agradeço a todos que até agora acompanham e participam da construção da pessoa linda que é a Gi.
A organização da sua festa foi o ápice da minha certeza que seu futuro será brilhante e os dizeres do seu original convite só confirmam que ela sabe aonde quer chegar:
“Sou como a água, percorro meu caminho sem que nada me detenha. Se encontro um obstáculo, desvio-o, até poder avançar novamente.”
Parabéns Filha muito amada,que Deus Pai te ilumine e proteja e eu Te abençoo hoje e sempre.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ontem à noite
Às 19 horas, deveria estar em três escolas. No AXO em aula, no IMD nos 40 anos de FAPEC e no Integrado num coquetel com os ex-alunos pelo primeiro lugar no ENEM.
Foi uma operação de logística, pois em todos os lugares meus alunos eram os protagonistas e eu gostaria de me fazer presente. Então, na segunda começaram as articulações para poder prestigiar todos. No AXO, preparei um trabalho que foi aplicado por uma colega que gentilmente assumiu os períodos, num momento posterior farei o mesmo por ela, mesmo assim agradeço muito.
No Integrado fui na primeira hora, mas devido ao trânsito perdi o discurso do Diretor, abracei, conversei e ouvi muitos relatos que foram indispensáveis para continuar com meu padrão de qualidade e dedicação, como é bom ouvir que tudo vale a pena, e vamos continuar acordando às 5 horas da manhã nas quartas-feiras para repassar a aula do Terceirão, uma boa noite de sono é indispensável e o travesseiro um bom conselheiro, acordo com idéias...
Cheguei no IMD às 20 horas e trinta minutos, a tempo de me encantar com a qualidade das apresentações, meus alunos foram brilhantes, teve teatro, dança, canto, poesia, banda e muita emoção. É no palco que se percebe habilidades antes nunca imaginadas num contexto de sala de aula. A minha vontade era de ir abraçar cada um e expressar a satisfação por participar da construção de sua história escolar. Muitos ex-alunos prestigiaram o evento, foram vários abraços e conversas rápidas, mas o suficiente para reforçar a importância da minha escolha por Educação.
Nessa noite tive uma overdose de emoção e agradeço a oportunidade de participar da vida de tantos adolescentes e de trabalhar com a matéria-prima mais gratificante que conheço,pessoas.
Foi uma operação de logística, pois em todos os lugares meus alunos eram os protagonistas e eu gostaria de me fazer presente. Então, na segunda começaram as articulações para poder prestigiar todos. No AXO, preparei um trabalho que foi aplicado por uma colega que gentilmente assumiu os períodos, num momento posterior farei o mesmo por ela, mesmo assim agradeço muito.
No Integrado fui na primeira hora, mas devido ao trânsito perdi o discurso do Diretor, abracei, conversei e ouvi muitos relatos que foram indispensáveis para continuar com meu padrão de qualidade e dedicação, como é bom ouvir que tudo vale a pena, e vamos continuar acordando às 5 horas da manhã nas quartas-feiras para repassar a aula do Terceirão, uma boa noite de sono é indispensável e o travesseiro um bom conselheiro, acordo com idéias...
Cheguei no IMD às 20 horas e trinta minutos, a tempo de me encantar com a qualidade das apresentações, meus alunos foram brilhantes, teve teatro, dança, canto, poesia, banda e muita emoção. É no palco que se percebe habilidades antes nunca imaginadas num contexto de sala de aula. A minha vontade era de ir abraçar cada um e expressar a satisfação por participar da construção de sua história escolar. Muitos ex-alunos prestigiaram o evento, foram vários abraços e conversas rápidas, mas o suficiente para reforçar a importância da minha escolha por Educação.
Nessa noite tive uma overdose de emoção e agradeço a oportunidade de participar da vida de tantos adolescentes e de trabalhar com a matéria-prima mais gratificante que conheço,pessoas.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O meu aniver
Quando que eu iria imaginar que estar no meu aniver sozinha, escrevendo no meu blog seria um momento feliz? Com o passar do tempo, algumas coisas vão perdendo a importância e outras vão ocupando o seu lugar.
Há bem pouco tempo, o meu aniver era festejado como um acontecimento único, eu adorava receber, me arrumar, ganhar presentes, etc. Curti essa fase, mas passou.
A comemoração já começou ontem no AXO quando fui surpreendida com um parabéns surpresa do 3º ano.
Hoje de manhã bem cedo, havia pegadas em formato de coração com declarações carinhosas da Gi.
Mas foi no Integrado que a festa aconteceu, a Turma 222, preparou uma surpresa inesquecível, havia balões, coquetel e até presente, o livro “ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil “, que será guardado para sempre e lido o mais breve possível. Eles foram carinhosos e articulados, escreveram uma página muito importante na minha memória emocional. Obrigada GALERA FELIZ!
Almocei com a Família, recebi flores, vários telefonemas, mensagens no celular e fui para a EENAV, onde dois adoráveis alunos que descobriram meu aniver me esperaram com flores e presente e para completar às 16 horas já estava liberada, pois faltou professora e adiantei os últimos períodos por isso estar em casa sozinha.
Ainda tem muitos recados no Orkut para responder e a noite um momento com a Família.
Obrigada Deus Pai de bondade por tanto carinho recebido, palavras sinceras e demonstrações únicas.
Há bem pouco tempo, o meu aniver era festejado como um acontecimento único, eu adorava receber, me arrumar, ganhar presentes, etc. Curti essa fase, mas passou.
A comemoração já começou ontem no AXO quando fui surpreendida com um parabéns surpresa do 3º ano.
Hoje de manhã bem cedo, havia pegadas em formato de coração com declarações carinhosas da Gi.
Mas foi no Integrado que a festa aconteceu, a Turma 222, preparou uma surpresa inesquecível, havia balões, coquetel e até presente, o livro “ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil “, que será guardado para sempre e lido o mais breve possível. Eles foram carinhosos e articulados, escreveram uma página muito importante na minha memória emocional. Obrigada GALERA FELIZ!
Almocei com a Família, recebi flores, vários telefonemas, mensagens no celular e fui para a EENAV, onde dois adoráveis alunos que descobriram meu aniver me esperaram com flores e presente e para completar às 16 horas já estava liberada, pois faltou professora e adiantei os últimos períodos por isso estar em casa sozinha.
Ainda tem muitos recados no Orkut para responder e a noite um momento com a Família.
Obrigada Deus Pai de bondade por tanto carinho recebido, palavras sinceras e demonstrações únicas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cidade Maravilhosa
Sábado, dia 24/07, às 13h30min estava frio em Passo Fundo hora em que viajamos para POA, com destino final o RJ. A viagem foi tranquila, mas chovia. Chegamos, fomos nos acomodar no hotel e saímos dar uma volta, no Mercado Público qual foi minha surpresa encontrar uma ex-aluna do Integrado, conversamos e foi muito bom, ser professora tem dessas coisas.
No domingo, fazia frio em POA e às 7 horas embarcamos para São Paulo, numa conexão de duas horas para o RJ. No aeroporto, nem sentimos o tempo passar visto o trânsito de pessoas de todos os tipos. No RJ, marcava 27ºC às 12 horas, quando da nossa chegada, mas tinha um vento frio. Almoçamos em Copacabana, local do nosso hotel e após demos uma longa caminhada até o final da baía em direção a Praia do Leme. Observei muitas pessoas da cidade na praia, no calçadão, mais do que turistas, afinal, é baixa temporada.
Na segunda-feira, céu e Sol, temperatura de 27ºC às 9 horas e nós indo para o Corcovado, lugar bem estruturado, limpo, organizado o que possibilitou um passeio agradável. Quanto à vista,o RJ merece o título de uma das sete maravilhas do mundo moderno é uma das paisagens que sempre quero rever, daria umas boas aulas de Geografia. Na volta, no bondinho, havia um grupo de sambistas, com uma bateria convidativa e não tive dúvidas, fui sambar com eles e me diverti muito, minha família pagou o mico, mas eu, nem ai. O retorno para o hotel foi de coletivo urbano, que experiência, estar junto da população local, passar por muitos lugares como o Canecão, a Uni Rio, a UFRJ, ruas estreitas e com nada de Sol devido aos prédios altos, um comércio bem “antigo” na estrutura, policiamento presente, várias empresas de ônibus com tarifas quase como as nossas e não vi nada que me deixou com medo ou que justificasse a violência atribuída ao RJ. A tarde foi à vez do Pão de Açúcar, fomos de lotação, mais uma oportunidade de conhecer e sentir um pouco da população local porque depois parecia que estávamos em território internacional visto à quantidade de línguas que se ouvia.Andamos de táxi também, mas os taxistas não são de conversar e só respondem o que se pergunta, senti uma má vontade por parte das pessoas do comércio bem como poucas informações no hotel que pudessem tornar a estadia com menos "gastos".
Na terça-feira, caminhada até o final da praia de Copacabana em direção ao Forte. Às 12 horas, a temperatura era de 31ºC, almoçamos e às 17 horas embarcávamos para POA.
Foi um passeio rápido, porém o suficiente para me abastecer de emoções e possibilitar encarar o segundo semestre. A viagem de janeiro já está sendo planejada.
Viajar, sair da rotina, enfrentar situações inusitadas, isto é, sair da zona de conforto do dia a dia e se autoconhecer experimentando novas culturas é uma das minhas alegrias.
No domingo, fazia frio em POA e às 7 horas embarcamos para São Paulo, numa conexão de duas horas para o RJ. No aeroporto, nem sentimos o tempo passar visto o trânsito de pessoas de todos os tipos. No RJ, marcava 27ºC às 12 horas, quando da nossa chegada, mas tinha um vento frio. Almoçamos em Copacabana, local do nosso hotel e após demos uma longa caminhada até o final da baía em direção a Praia do Leme. Observei muitas pessoas da cidade na praia, no calçadão, mais do que turistas, afinal, é baixa temporada.
Na segunda-feira, céu e Sol, temperatura de 27ºC às 9 horas e nós indo para o Corcovado, lugar bem estruturado, limpo, organizado o que possibilitou um passeio agradável. Quanto à vista,o RJ merece o título de uma das sete maravilhas do mundo moderno é uma das paisagens que sempre quero rever, daria umas boas aulas de Geografia. Na volta, no bondinho, havia um grupo de sambistas, com uma bateria convidativa e não tive dúvidas, fui sambar com eles e me diverti muito, minha família pagou o mico, mas eu, nem ai. O retorno para o hotel foi de coletivo urbano, que experiência, estar junto da população local, passar por muitos lugares como o Canecão, a Uni Rio, a UFRJ, ruas estreitas e com nada de Sol devido aos prédios altos, um comércio bem “antigo” na estrutura, policiamento presente, várias empresas de ônibus com tarifas quase como as nossas e não vi nada que me deixou com medo ou que justificasse a violência atribuída ao RJ. A tarde foi à vez do Pão de Açúcar, fomos de lotação, mais uma oportunidade de conhecer e sentir um pouco da população local porque depois parecia que estávamos em território internacional visto à quantidade de línguas que se ouvia.Andamos de táxi também, mas os taxistas não são de conversar e só respondem o que se pergunta, senti uma má vontade por parte das pessoas do comércio bem como poucas informações no hotel que pudessem tornar a estadia com menos "gastos".
Na terça-feira, caminhada até o final da praia de Copacabana em direção ao Forte. Às 12 horas, a temperatura era de 31ºC, almoçamos e às 17 horas embarcávamos para POA.
Foi um passeio rápido, porém o suficiente para me abastecer de emoções e possibilitar encarar o segundo semestre. A viagem de janeiro já está sendo planejada.
Viajar, sair da rotina, enfrentar situações inusitadas, isto é, sair da zona de conforto do dia a dia e se autoconhecer experimentando novas culturas é uma das minhas alegrias.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Continuação das Jornadas e Reuniões Pedagógicas
Na terça-feira de tarde, na EENAV, tivemos a palestra sobre bullying com o Professor Ginez da UPF e após montamos um projeto por uma “cultura de paz”. À noite, no AXO, analisamos os resultados do SAERS 2009, que avalia a educação nas escolas estaduais e após participamos de um delicioso churrasco regado a alegria e amizade.
Na quarta e quinta-feira pela manhã, no IMD, tivemos momentos de reflexão, oralidade de experiências significativas, de estudo, de planejamento, de palestra com uma fonodióloga sobre cuidados com a voz e iniciamos as apresentações sobre neurociência, objeto de estudo desse ano e suas contribuições para o aprendizado escolar.
Na EENAV, estudamos e debatemos as Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner, e essa frase foi marcante “ O planeta não vai ser salvo por quem tira notas altas nas provas mas por aqueles que se importam com ele”. Gardner enfatiza a importância do caráter e defende o comportamento ético. Amanhã teremos confraternização comemorando os aniversariantes do semestre.
Acredito que não conseguiria mais trabalhar um uma só escola, cada uma, com suas particularidades, oportuniza suporte teórico metodológico e um grande crescimento profissional.
A partir de agora pretendo entrar de férias e que elas sejam muito boas, pois eu mereço.
Na quarta e quinta-feira pela manhã, no IMD, tivemos momentos de reflexão, oralidade de experiências significativas, de estudo, de planejamento, de palestra com uma fonodióloga sobre cuidados com a voz e iniciamos as apresentações sobre neurociência, objeto de estudo desse ano e suas contribuições para o aprendizado escolar.
Na EENAV, estudamos e debatemos as Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner, e essa frase foi marcante “ O planeta não vai ser salvo por quem tira notas altas nas provas mas por aqueles que se importam com ele”. Gardner enfatiza a importância do caráter e defende o comportamento ético. Amanhã teremos confraternização comemorando os aniversariantes do semestre.
Acredito que não conseguiria mais trabalhar um uma só escola, cada uma, com suas particularidades, oportuniza suporte teórico metodológico e um grande crescimento profissional.
A partir de agora pretendo entrar de férias e que elas sejam muito boas, pois eu mereço.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Jornadas e Reuniões Pedagógicas
Essa semana será de estudo, discussões e planejamento para o próximo semestre em todas as escolas. Momento único de refletir o fazer pedagógico e a oportunidade de trabalhar em quatro escolas só me desafia e enriquece.
Ontem, na parte da tarde, na EENAV, tivemos a palestra sobre leitura de imagens, proferida pelo Professor Hercílio da Faculdade de Letras da UPF “...a leitura de mundo prescinde a leitura da palavra... e a leitura desta remete, novamente, a leitura daquele” Paulo Freire.
À noite, no AXO, participei da exposição das colegas multiplicadoras das Lições do Rio Grande, promovida pelo governo estadual com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino. É claro que fiquei muito estimulada a ponto de às duas horas e trinta minutos perder o sono e fui estudar o Referencial Curricular das Lições do Rio Grande para a minha área do conhecimento, sinto necessidade de beber da fonte, de buscar e construir o meu conhecimento e quando vi já estava sistematizando por escrito, vício de preparar as aulas.
É interessante que quanto mais trabalho, mais necessito aprender sobre educação, pois aprender é uma necessidade do ser humano.
Hoje no Integrado, avaliamos a caminhada, projetamos o futuro e comemoramos o primeiro lugar no ENEM, o que já faz parte da nossa história.
Sinto então, uma vontade de contaminar a todos os meus alunos e colegas com o vírus do querer saber e nesse processo coletivo que é a educação, capacitar o ser humano para a construção de um mundo melhor.
“Quem ensina é quem mais precisa aprender”.
Ontem, na parte da tarde, na EENAV, tivemos a palestra sobre leitura de imagens, proferida pelo Professor Hercílio da Faculdade de Letras da UPF “...a leitura de mundo prescinde a leitura da palavra... e a leitura desta remete, novamente, a leitura daquele” Paulo Freire.
À noite, no AXO, participei da exposição das colegas multiplicadoras das Lições do Rio Grande, promovida pelo governo estadual com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino. É claro que fiquei muito estimulada a ponto de às duas horas e trinta minutos perder o sono e fui estudar o Referencial Curricular das Lições do Rio Grande para a minha área do conhecimento, sinto necessidade de beber da fonte, de buscar e construir o meu conhecimento e quando vi já estava sistematizando por escrito, vício de preparar as aulas.
É interessante que quanto mais trabalho, mais necessito aprender sobre educação, pois aprender é uma necessidade do ser humano.
Hoje no Integrado, avaliamos a caminhada, projetamos o futuro e comemoramos o primeiro lugar no ENEM, o que já faz parte da nossa história.
Sinto então, uma vontade de contaminar a todos os meus alunos e colegas com o vírus do querer saber e nesse processo coletivo que é a educação, capacitar o ser humano para a construção de um mundo melhor.
“Quem ensina é quem mais precisa aprender”.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Enfim julho chegou
Nas escolas particulares é o momento das recuperações e para mim momento de desacelerar para iniciar um segundo semestre com todo o pique, pois tem vestibular e ENEM pela frente.
Avalio o semestre como muito produtivo, consegui cumprir todos os prazos, realizar um trabalho de qualidade e me superar como nunca.
Esse veranico de julho dá vontade de sair, viajar e descansar, mas logo isso será possível. Até uma pequena viagem está prevista, o destino, só na volta com as novidades.
Estou lendo a última biografia da Clarice Lispector, não vejo à hora de mergulhar horas a fio, também possuo uma lista de filmes e na agenda a solicitação de alguns almoços para a família, senão não seriam férias.
E que o tempo passe bem devagar para que o merecido descanso aconteça, pois viver só de intervalos já está começando a me cansar.
Avalio o semestre como muito produtivo, consegui cumprir todos os prazos, realizar um trabalho de qualidade e me superar como nunca.
Esse veranico de julho dá vontade de sair, viajar e descansar, mas logo isso será possível. Até uma pequena viagem está prevista, o destino, só na volta com as novidades.
Estou lendo a última biografia da Clarice Lispector, não vejo à hora de mergulhar horas a fio, também possuo uma lista de filmes e na agenda a solicitação de alguns almoços para a família, senão não seriam férias.
E que o tempo passe bem devagar para que o merecido descanso aconteça, pois viver só de intervalos já está começando a me cansar.
domingo, 27 de junho de 2010
Múltipla Escolha
Leitura é uma companhia... muito se sabe das pessoas sobre seu gênero musical, jeito de vestir, filmes que assiste, assuntos do interesse e também das leituras que se faz. Somos um livro aberto basta sensibilidade e interesse para lê-lo.
Lya Luft é uma das escritoras que fazem parte das minhas preferências pela sensibilidade poética, pelo engajamento em causas que nos tornam mais humano e até pela forma cética em que aborda alguns assuntos. Leio a sua crônica na revista Veja quinzenalmente e sempre me encanto quando não uso em aula para possibilitar a reflexão aos meus alunos, geralmente sobre temas da atualidade.
Acompanho há alguns anos a sua trajetória de escritora através também dos seus livros, e acredito que pelo fato de ter começado a escrever após os 40 anos agregou leitura de mundo a maturidade que é uma combinação perfeita.
Nesse último livro, Múltipla Escolha, aborda alguns “mitos da nossa cultura, que, embora criados por nós, dificultam, essa tarefa existencial. Fala também de audácia e fervor, e de alegria quando escapamos dessas armadilhas e nos construímos do jeito que dá” e finalizando “ quando alguém resolve não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas construir e viver a sua história, está pela primeira vez para si mesmo dizendo sim”.
Lya Luft é uma das escritoras que fazem parte das minhas preferências pela sensibilidade poética, pelo engajamento em causas que nos tornam mais humano e até pela forma cética em que aborda alguns assuntos. Leio a sua crônica na revista Veja quinzenalmente e sempre me encanto quando não uso em aula para possibilitar a reflexão aos meus alunos, geralmente sobre temas da atualidade.
Acompanho há alguns anos a sua trajetória de escritora através também dos seus livros, e acredito que pelo fato de ter começado a escrever após os 40 anos agregou leitura de mundo a maturidade que é uma combinação perfeita.
Nesse último livro, Múltipla Escolha, aborda alguns “mitos da nossa cultura, que, embora criados por nós, dificultam, essa tarefa existencial. Fala também de audácia e fervor, e de alegria quando escapamos dessas armadilhas e nos construímos do jeito que dá” e finalizando “ quando alguém resolve não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas construir e viver a sua história, está pela primeira vez para si mesmo dizendo sim”.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Invictus
A África do Sul está sediando um dos acontecimentos esportivos mais importantes, a Copa do Mundo de Futebol, mas não é futebol que irei abordar, mas sim um conceito que surgiu na década de 40, apartheid, com base na idéia de que deveria haver um “desenvolvimento separado” de brancos e negros na República da África do Sul. Na prática, isso significou um racismo que, por ser institucionalizado e oficializado por leis até 1991, não encontrava paralelo no restante do mundo.
Em 1990, após 28 anos de prisão, Nelson Mandela líder do Congresso Nacional Africano e pertencente ao grupo que se opunha à política de segregação racial, imposto pela minoria branca, foi eleito em 1994 presidente do país.
O filme Invictus, que também concorreu ao Oscar, narra um episódio do governo de Mandela que para criar um sentimento de nação em um país dividido socialmente, vê uma chance no Campeonato de Rugby, esporte popular só entre brancos, unir boa parte da população em torno da torcida pelo time, superando barreiras raciais.
O contexto Copa do Mundo trouxe a tona esse período nefasto da história da África do Sul e o lançamento do filme esta semana nas locadoras torna possível fazer uma leitura de conjuntura e concluir que cada vez mais devemos caminhar na construção de uma sociedade plural e democrática, reforçando leis como a do racismo e apoiando políticas de inclusão social que aos poucos se tem tentado implementar no Brasil.
Fica o pensamento do final do filme que teria motivado Mandela na prisão a não desistir de lutar pelo fim do apartheid : “ Eu sou o mestre do meu destino e o capitão de minha alma”
Em 1990, após 28 anos de prisão, Nelson Mandela líder do Congresso Nacional Africano e pertencente ao grupo que se opunha à política de segregação racial, imposto pela minoria branca, foi eleito em 1994 presidente do país.
O filme Invictus, que também concorreu ao Oscar, narra um episódio do governo de Mandela que para criar um sentimento de nação em um país dividido socialmente, vê uma chance no Campeonato de Rugby, esporte popular só entre brancos, unir boa parte da população em torno da torcida pelo time, superando barreiras raciais.
O contexto Copa do Mundo trouxe a tona esse período nefasto da história da África do Sul e o lançamento do filme esta semana nas locadoras torna possível fazer uma leitura de conjuntura e concluir que cada vez mais devemos caminhar na construção de uma sociedade plural e democrática, reforçando leis como a do racismo e apoiando políticas de inclusão social que aos poucos se tem tentado implementar no Brasil.
Fica o pensamento do final do filme que teria motivado Mandela na prisão a não desistir de lutar pelo fim do apartheid : “ Eu sou o mestre do meu destino e o capitão de minha alma”
sábado, 12 de junho de 2010
Namorar
Namorar é muito bom... depois de vinte e três anos de casada posso fazer essa afirmação. Conversar muito sobre os mais variados assuntos e sempre ter o que conversar, planejar o futuro, refletir sobre o passado, assistir filmes, partilhar leituras e pontos de vistas, viajar, mas principalmente gostar de se estar junto, isso é namorar.
São pequenos e grandes carinhos como receber um lindo buquê de flores depois de trabalhar até as 20h30min de uma noite de sexta-feira, em uma festa junina, no término de uma semana de trabalho.
Para celebrar dia tão importante, um baile no clube com amigos, música e uma comida saborosa.
Namorar então é a escolha diária de tornar a vida a dois repleta de significado, uma vida partilhada com um amor construído e reafirmado todos os dias.
São pequenos e grandes carinhos como receber um lindo buquê de flores depois de trabalhar até as 20h30min de uma noite de sexta-feira, em uma festa junina, no término de uma semana de trabalho.
Para celebrar dia tão importante, um baile no clube com amigos, música e uma comida saborosa.
Namorar então é a escolha diária de tornar a vida a dois repleta de significado, uma vida partilhada com um amor construído e reafirmado todos os dias.
domingo, 6 de junho de 2010
Persépolis
Indicado ao Oscar de 2008 de melhor filme de animação. Ganhador de muitos prêmios internacionais, Persépolis é a comovente história de Marjane, uma jovem que cresceu no Irã durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos precoces e sinceros de uma menina de nove anos que vemos as esperanças de um povo golpeado pela tomada do poder pelos fundamentalistas - obrigando o uso do véu pelas mulheres e encarcerando milhares de opositores.
Marjane cresce e dá a volta por cima. Quando jovem vai à França onde entra para a escola de arte e se casa, sem esquecer o que está acontecendo na sua terra natal.
Nas últimas semanas o Irã e seu programa nuclear vêm ocupando a mídia e a participação do presidente Lula nas negociações deu maior visibilidade ao Irã e seu controverso presidente.
Indico o filme pela possibilidade de entender a história de uma nação que preocupa a comunidade internacional pela sua política fundamentalista e por ser anti EUA.
O feriadão está acabando, o mês de junho todo planejado e organizado e a minha satisfação de dever cumprido mas principalmente de capacidade de trabalho.
O segredo é fazer o que se gosta e ter muita disciplina.
Marjane cresce e dá a volta por cima. Quando jovem vai à França onde entra para a escola de arte e se casa, sem esquecer o que está acontecendo na sua terra natal.
Nas últimas semanas o Irã e seu programa nuclear vêm ocupando a mídia e a participação do presidente Lula nas negociações deu maior visibilidade ao Irã e seu controverso presidente.
Indico o filme pela possibilidade de entender a história de uma nação que preocupa a comunidade internacional pela sua política fundamentalista e por ser anti EUA.
O feriadão está acabando, o mês de junho todo planejado e organizado e a minha satisfação de dever cumprido mas principalmente de capacidade de trabalho.
O segredo é fazer o que se gosta e ter muita disciplina.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Rio Gelado
Filme indicado pela temática imigração ilegal, já surpreende pela entrada nos EUA não pelo México, mas sim pelo Canadá.Recebeu a indicação para o Oscar de 2009, produzido com baixo orçamento, mas com todas as características de um grande filme.
Ray é uma mulher abandonada com os filhos pelo marido. Ele foge por causa de dívidas de jogo, levando o dinheiro economizado para pagar a prestação da casa. Sem condições de sustentar os filhos nem de pagar as dívidas, Ray passa a ganhar a vida atravessando imigrantes clandestinos para os EUA pela fronteira do Canadá, sobre um rio congelado, com a ajuda de uma índia.
A fotografia nostálgica da neve é abrandada pelo calor das relações afetivas da mãe com os filhos, como pode-se plantar sonho e esperança diante de situação tão difícil? Só uma Mãe pode. A amizade nasce junto à necessidade de sobrevivência e a força de caráter demonstrada no final, foi uma grande lição.
Teve momentos que pensei em parar de assistir pela veridicidade das cenas que me deixaram angustiada, mas indico este filme pela atualidade do assunto, sensibilidade do roteiro e brilhante atuação de Ray.
Ray é uma mulher abandonada com os filhos pelo marido. Ele foge por causa de dívidas de jogo, levando o dinheiro economizado para pagar a prestação da casa. Sem condições de sustentar os filhos nem de pagar as dívidas, Ray passa a ganhar a vida atravessando imigrantes clandestinos para os EUA pela fronteira do Canadá, sobre um rio congelado, com a ajuda de uma índia.
A fotografia nostálgica da neve é abrandada pelo calor das relações afetivas da mãe com os filhos, como pode-se plantar sonho e esperança diante de situação tão difícil? Só uma Mãe pode. A amizade nasce junto à necessidade de sobrevivência e a força de caráter demonstrada no final, foi uma grande lição.
Teve momentos que pensei em parar de assistir pela veridicidade das cenas que me deixaram angustiada, mas indico este filme pela atualidade do assunto, sensibilidade do roteiro e brilhante atuação de Ray.
domingo, 30 de maio de 2010
Até que enfim um final de semana
As minhas férias foram MARAVILHOSAS e o início do ano com mudanças e desafios. De lá para cá, muito trabalho, disciplina, prazos para cumprir e exigências (mais internas do que externas). Não tinha tido, até então, um final de semana sem trabalhar no mínimo um turno.
Dia 28, meu Amor, completou meio século de existência, é uma data memorável e para Ele, um passeio na Serra é o presente perfeito.
Tudo conspirou para uma saída relaxante, o trimestre nas escolas estaduais fechado e a logística da próxima semana organizada. Havia uma importante reunião para participar, mas esse final de semana era da Família.
É impressionante como em poucas horas de mudança de ambiente é possível descansar tanto. O almoço no shopping em Caxias do Sul é tradicional, a festimalhas em Nova Petrópolis vale a pena, o hotel em Gramado com vista para o Vale do Quilombo muito bom, tomar chocolate quente na rua coberta, passear pelas ruas, comprar chocolate e comer muito.
Chegar em casa, rememorar os acontecimentos, curtir as compras e já planejar a próxima saída para as férias de julho é o combustível para os próximos meses.
Obrigada Senhor!
Dia 28, meu Amor, completou meio século de existência, é uma data memorável e para Ele, um passeio na Serra é o presente perfeito.
Tudo conspirou para uma saída relaxante, o trimestre nas escolas estaduais fechado e a logística da próxima semana organizada. Havia uma importante reunião para participar, mas esse final de semana era da Família.
É impressionante como em poucas horas de mudança de ambiente é possível descansar tanto. O almoço no shopping em Caxias do Sul é tradicional, a festimalhas em Nova Petrópolis vale a pena, o hotel em Gramado com vista para o Vale do Quilombo muito bom, tomar chocolate quente na rua coberta, passear pelas ruas, comprar chocolate e comer muito.
Chegar em casa, rememorar os acontecimentos, curtir as compras e já planejar a próxima saída para as férias de julho é o combustível para os próximos meses.
Obrigada Senhor!
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